Mostrando postagens com marcador Gol1907. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gol1907. Mostrar todas as postagens

Famílias de vítimas de acidente da Gol em MT cobram cassação de pilotos

Quase sete anos após a queda do avião da Gol, em uma região de mata em Mato Grosso, familiares dos 154 mortos no acidente cobram a punição dos pilotos norte-americanos, Jan Paul Paladino e Joseph Lepore, que conduziam o jato Legacy que colidiu com o Boeing 737, resultando na tragédia, em 2006. Para saber o posicionamento que o Brasil deve adotar em relação aos Estados Unidos por não ter cassado as licenças de voo dos pilotos em território americano, representantes da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907 devem participar de reunião na Secretaria Nacional de Aviação Civil, em Brasília, nesta terça-feira (23).
A audiência com o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, foi solicitada pela diretora da Associação, Rosane Gutjah, viúva de uma das vítimas do acidente, para que sejam esclarecidos os motivos do descumprimento de um acordo bilateral entre os dois países e para que, depois de todo esse tempo, "as 154 vítimas da tragédia descansem em paz". O avião caiu na região de Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, no dia 29 de setembro daquele ano, e todos que estavam a bordo morreram. As vítimas eram de vários estados, entre eles do Distrito Federal, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Rosane Gutjah disse ao G1 que o Itamaraty e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) consultaram um escritório de advocacia americano para verificar se o argumento apresentado pela Federal Aviation Administration (FAA) para não suspender as permissões de voo dos pilotos tem fundamento ou não. "Eles irão nos repassar essas informações sobre a legislação americana e ainda se pronunciarem sobre as medidas que o país deve tomar sobre o descumprimento desse acordo", contou. 
A Anac aplicou multa a um dos pilotos norte-americanos e à empresa dona do jato Legacy, na segunda instância administrativa. O piloto Joseph Lepore, comandante do jato, foi multado em R$ 10 mil por falta de uma carta de voo obrigatória. A empresa do jato também foi multada em R$ 7 mil. O outro piloto não recebeu multa por não estar no comando da aeronave. Eles também foram proibidos de voar no Brasil.
A FAA, órgão que controla o espaço aéreo americano, negou a cassação da licença de Jan Paul Paladino e Joseph Lepore, em 2012. Em documento encaminhado ao Brasil, informou que, após análise dos pedidos e das perícias técnicas, não foram encontrados indícios de responsabilidade dos pilotos para iniciar um processo administrativo para a cassação das autorizações para pilotar. O órgão concluiu que "os pilotos não violaram nenhuma norma".
Os pilotos já foram julgados e condenados pela Justiça de primeira instância a quatro anos e quatro meses de prisão em regime aberto, porém, a pena foi revertida à prestação de serviços comunitários nos Estados Unidos e ainda não foi cumprida. Paladino e Lepore também foram proibidos de voar no país por negligência porque voaram sem autorização em espaço aéreo de separação vertical reduzida e com os equipamentos de segurança desligados.
O advogado da Associação de Familiares, Cezar Bitencourt, afirmou ao G1 que, na semana passada, a Justiça Federal rejeitou recurso impetrado pela defesa dos pilotos na Justiça Federal. "Agora, eles podem entrar com um recurso de agravo de instrumento (onde a parte pede em instância superior a revisão da decisão que lhe prejudicou) e esse recurso sobre para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde já chega enfraquecido", avaliou a defesa.
Agora, os parentes pedem apoio ainda para que a dupla que controlava o jato Legacy envolvido na queda do boeing, no dia 29 de setembro, sejam proibidos de voar também no território dos Estados Unidos. Em carta enviada à presidente Dilma Rousseff, no ano passado, a Associação dos Familiares solicitou que ela interceda junto ao governo americano e à Anac para que Joseph Lepore e Jan Paul Paladino para a suspensão do direito de voar no país deles.
A pena aplicada aos pilotos não contentou à Associação e ao Ministério Público Federal (MPF), que protocolaram recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). No ano passado, o recurso foi julgado e modificou a decisão de primeira instância, condenando os acusados a três anos e um mês de prisão, em regime aberto, onde seriam obrigados a dormir em um local estabelecido pela Justiça e se apresentar em um tribunal nos Estados Unidos.
A intenção, conforme a Associação, é que o caso seja julgado o quanto antes em última instância para que o processo criminal não haja risco de prescrição, o que deverá ocorrer em fevereiro de 2016. Ocorre que, segundo tratado internacional firmado entre Brasil e EUA, a pena só é cumprida no país de origem do condenado quando não admite mais recursos no processo.
Em janeiro deste ano, o MPF ajuizou novo recurso no TRF-1 solicitando um novo julgamento para Jan Paul Paladino e Joseph Lepore. Para o Ministério Público, a Justiça não levou em consideração o fato de 154 pessoas terem morrido no acidente ocorrido após colisão com o Legacy. No embargo de declaração, definição dada ao 'recurso contra decisão que contém obscuridade, omissão ou contradição, tendo como finalidade esclarecer, tornar clara a decisão', considerando o número de mortes da tragédia.
Os pilotos do jato Legacy, que na data do acidente seguia de São José dos Campos (SP) rumo aos Estados Unidos, saíram ilesos do acidente e conseguiram pousar na Base Aérea da Serra do Cachimbo, no Pará. O boeing da Gol saiu de Manaus (AM) com destino a Brasília (DF).

As informações são"G1".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Karina Souza

Pilotos do Legacy têm pena reduzida


Por dois votos a um, a 3.ª Turma do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) reduziu para 3 anos e 1 mês a pena de 4 anos e 4 meses de detenção aplicada pela Justiça Federal no Mato Grosso contra os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. Eles comandavam o jato Legacy que colidiu com o Boeing da Gol em setembro de 2006, matando 154 pessoas.
A pena será cumprida em regime aberto. Os condenados podem trabalhar, mas devem se apresentar periodicamente à Justiça, pedir permissão para se deslocar para o exterior e participar de eventos públicos, além de cumprir uma série de outras exigências. A sentença não terá, no entanto, efeito prático. Ambos são americanos e estão nos Estados Unidos. O tribunal não permitiu a conversão da pena em prestação de serviços comunitários, como havia sido decidido.
No momento do acidente, os sistemas anticolisão do Legacy, como transponder e TCAS, estavam desligados. Os pilotos, segundo as investigações, descuidaram-se das checagens dos equipamentos da aeronave por cerca de uma hora e não detectaram a aproximação do Boeing, que seguia de Manaus para o Rio, com escala em Brasília. O TRF1 concordou com a tese da Justiça de primeiro grau de que houve negligência e imprudência dos pilotos, cujo ato produziu resultado catastrófico. No entanto, a tese de dolo, quando há intenção, foi afastada.
A redução da pena foi decidida no julgamento de dois recursos movidos pelo Ministério Público Federal e pela Associação das Vítimas do Acidente do Avião da Gol. Nesses processos, as partes pediam aumento da pena dada em sentença proferida em 2011.
Relator do processo, Tourinho Neto concordou com a condenação dos pilotos por homicídio culposo. "É certo que os dois eram qualificados e experientes, mas ficar uma hora sem se dar conta que o aparelho estava sem transponder e o equipamento anticolisão ligado é prova incontestável de negligência, que teve como resultado a morte de 154 pessoas", observou o magistrado. "Piloto não é passageiro", criticou. Ele discordou da dosimetria - o cálculo da pena para um crime considerado culposo, sem dolo ou intenção.
O advogado dos pilotos, Theo Dias, comemorou a decisão de forma comedida. "Não é o que pleiteamos (a absolvição plena), mas sem dúvida houve avanço", disse ele. "Não entro no mérito da dor e do sofrimento das famílias das vítimas, que são inegáveis, mas a tragédia não decorreu de erro dos pilotos, mas sim dos erros conhecidos, absurdos e contumazes do sistema de controle de tráfego aéreo brasileiro", completou.
Dias não soube explicar como a pena será administrada pela Justiça americana e informou que vai recorrer a todas as instâncias.
A tragédia. Vendido pela Embraer a uma empresa americana, o Legacy ia de São José dos Campos para os Estados Unidos. Todos os passageiros e tripulantes do avião da Gol morreram.
Acusados de responsabilidade, dois controladores de voo foram condenados também por homicídio culposo. Eles não perceberam que o jato estava em rota de colisão do avião da Gol.
As informações são"Vannildo Mendes - O Estado de S. Paulo".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Karina Souza

Tribunal nega pena alternativa a pilotos condenados por acidente com voo da Gol


O Tribunal Regional Federal da 1ª região negou nessa segunda-feira (15) o cumprimento de pena alternativa pelos pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que conduziam o jato Legacy que se chocou contra um avião da Gol em 2006.
O acidente matou todos os 154 ocupantes do voo 1907. No ano passado, os pilotos foram condenados por um juiz federal de Sinop (MT) a 4 anos e 4 meses de detenção em regime semiaberto, pena que foi convertida em prestação de serviços comunitários, a serem feitos nos EUA.
Pela decisão de hoje, da qual cabe recurso, a condenação foi mantida e a pena foi reduzida para 3 anos e 1 mês de detenção, que deve ser cumprida em regime aberto. Porém, os três magistrados -- o relator Tourinho Neto, Cândido Ribeiro e Mônica Sifuentes -- da 3ª turma do TRF impediram a substituição desta condenação por penas alternativas, como a prestação de serviço.
No Brasil, o regime aberto consiste em o preso dormir todas as noites em um estabelecimento prisional (como uma casa de albergado). As regras a serem aplicadas a Lepore e Paladino, entretanto, serão aquelas dos EUA, onde eles cumprirão a pena, caso ela seja mantida.
A decisão foi praticamente unânime: Sifuentes discordou apenas quanto à pena, arbitrando-a em 4 anos. O julgamento foi acompanhado por familiares dos 154 mortos, que se emocionaram em diversos momentos da sessão.
O advogado Théo Dias, que defende os pilotos, disse que vai esperar o acórdão para "analisar a possibilidade de recorrer".


As informações são"folha por NÁDIA GUERLENDA DE BRASÍLIA".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Thiago Oliveira

Gol 1907: parentes criticam falta de punição


Os parentes das vítimas do voo 1907 da Gol, que caiu há seis anos - no dia 29 de setembro de 2006 - ainda esperam que os dois pilotos americanos, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, considerados culpados pelo acidente, recebam algum tipo de punição pela morte dos 154 passageiros. 

Segundo a diretora da Associação dos Familiares e Amigos do Voo 1907, Rosane Gutjahr, as famílias querem que eles cumpram suas penas e sejam impedidos de pilotar novamente. 

Dois processos foram instaurados para investigar e julgar os motivos da colisão, o administrativo e o criminal. No primeiro, os pilotos e a empresa ExcelAire, dona da aeronave, foram condenados pela Anac, em última instância, a pagarem uma multa de R$ 3,5 mil para os pilotos e R$ 7 mil para a empresa. Além disso, foi decidido pela cassação do brevê dos pilotos americanos. 

No entanto, a FAA (agência relativa à Anac nos EUA) se nega a cumprir essa sentença. Segundo Rosane Gutjahr, o Itamaraty deve ter uma resposta nos próximos dias sobre as medidas que o Brasil deverá tomar perante essa decisão. 

“Um acordo bilateral assinado por Brasil e EUA prevê que a decisão tomada pelo país onde o crime ocorreu deve ser respeitada pelo outro, no entanto, não vemos isso acontecer nesse caso. A FAA simplesmente diz que as falhas cometidas não são suficientes para cassar o brevê dos pilotos e isso é um desrespeito à soberania brasileira” conta Gutjahr, que perdeu seu marido no acidente. 

Lepore e Paladino, que ainda trabalham como pilotos, foram condenados por terem decolado com o TCAS (sistema anticolisão) e o transponder deligados, além de estarem voando em espaço aéreo não autorizado, erros considerados primários pela Anac. 

Já processo criminal está em andamento no TRF (Tribunal Regional Federal), em segunda instância. “Estamos esperando que na primeira quinzena de outubro ele aconteça” conta Gutjahr. Em primeira instância, o juiz federal Murilo Mendes decretou Lepore e Paladino culpados, com pena de quatro anos e quatro meses em regime semi-aberto, com substituição para serviços comunitários e cassação da licença de voo pelo mesmo período. 

“Essa é uma sentença absurda, pois eles devem prestar serviços comunitários nos EUA e apenas quando quiserem. Nós estamos recorrendo, já que queremos que eles sejam condenados em regime fechado e tenham o brevê cassado por tempo indeterminado. É inaceitável que dois homens responsáveis pela morte de 154 pessoas ainda estejam vivendo normalmente e pilotando aviões de passageiros” desabafa Gutjahr. 

Indenizações

A empresa Gol já pagou indenizações para a maioria das famílias das vítimas do acidente, diz Gutjahr. No entanto, ela afirma que, para receber o dinheiro, a família é obrigada a assinar uma cláusula desistindo de todos os processos relacionados ao acidente. 

“Já me ofereceram até R$ 5 milhões, mas eu não aceitei. Não que eu não precise desse dinheiro, mas para mim a Justiça e a condenação dos culpados são mais importantes” completa. 

A diretora da Associação dos Familiares e Amigos do Voo 1907 afirma que a maioria das famílias precisa desse dinheiro. “Não sei muito sobre os valores das indenizações, porque não me interessei por isso, só sei que pelo menos cinco famílias ainda continuam na Justiça” completa a diretora.


Portal da Band entrou em contato com o escritório de advocacia que representa os pilotos, porém não houve retorno até o fechamento desta reportagem. 

Acidente

No dia 29 de setembro de 2006 um Boieng que fazia o voo 1907 da Gol, de Manaus ao Rio de Janeiro, colidiu com um jato Legacy  da empresa ExcelAir pilotado pelos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. 

A aeronave da Gol caiu em uma área da floresta amazônica no Mato Grosso deixando os 154 passageiros mortos. Já o jato realizou um pouso de emergência e todos os passageiros saíram ilesos. 


As informações são"Band".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Karina Souza Santos

Gol é condenada a pagar R$ 100 mil a família de vítima do acidente


Os desembargadores da 5ª Turma Cível condenaram a empresa aérea Gol a pagar indenização de R$ 100 mil à família de uma das vítimas do acidente aéreo com um avião da companhia em setembro de 2006, matando 154 pessoas. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (23) no Diário da Justiça.
O voo 1907 da Gol, que faria o trajeto Manaus/Brasília, foi atingido por um jato Legacy, pilotado por dois americanos, que vinha em sentido contrário a 36 mil pés de altitude, provocando a morte de todos os passageiros e tripulantes do voo.
Na sentença, o desembargador afirmou que apesar da empresa aérea ter adotado providências para "ao menos diminuir a dor e o sofrimento dos parentes das vítimas", é cabível a indenização por se tratar de responsabilidade civil objetiva, mesmo a empresa não tendo praticado ou se omitido da prática de qualquer ato que pudesse evitar o acidente.
A reportagem do R7 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Gol, mas ainda não recebeu retorno. 


As informações são"Primeira Edição via R7 ".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Thiago Oliveira Ferraz

Voo Gol 1907 : Associação de familiares se reúne com o Governo


No próximo dia 11 de abril, a Associação dos Familiares e Amigos do Voo Gol 1907 se reúne, em Brasília, com representantes do Itamaraty, da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) com objetivo de acompanhar as ações do Governo brasileiro em relação aos processos de autuação da empresa e do Comandante. O boeing da GOL foi atingido pelo jato Legacy 600 da Excel Air Services Inc., empresa de táxi aéreo norte americana, em altitude de cruzeiro, quando fazia a rota Manaus-Brasília com 154 pessoas à bordo, no dia 29 de setembro de 2006.
Em fevereiro passado, a ANAC, após encerrar os processos na esfera administrativa, comunicou à autoridade aeronáutica norte-americana, a Federal Aviation Administration (FAA), sua decisão de manter as duas multas aplicadas ao comandante do jato, Joseph Lepore, em setembro de 2011. Em 16/02/2012 a Junta Recursal da ANAC julgou improcedente o recurso do comandante e ratificou as penalidades pela constatação de que o equipamento TCAS (sistema anticolisão) e o transponder estavam desligados durante o voo, procedimento contrário às normas de segurança da aviação civil. No final de 2011, a Agência brasileira havia informado ao órgão americano a manutenção de outras duas multas aplicadas ao piloto e à empresa Excel Air Services Inc, pela ausência de carta de autorização emitida pela FAA para condução de operações do espaço aéreo de separação reduzida (RVSM).

A Associação dos Parentes e Amigos do Voo Gol 1907 espera que toda essa mobilização da ANAC, DECEA e governo brasileiro surtam algum efeito. “Se existe um acordo, os EUA precisam respeitá-lo e tirar a licença de voar dos dois pilotos que mataram, por imperícia e irresponsabilidade, 154 pessoas”, disse Rosane Gutjahr, viúva de um dos passageiros do Gol 1907. Rosane ainda afirmou que não vai desistir de lutar por justiça. “Não podemos permitir que pilotos norte americanos venham ao Brasil, se recusem a concluir um treinamento para operar uma aeronave, decolem com essa aeronave, cometam uma sucessão de erros, derrubem um boeing com 154 passageiros, voltem ao seu país e continuem pilotando aviões como se nada tivesse acontecido”, concluiu ela.


As informações são"Portal Nacional de Seguros".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Thiago Oliveira Ferraz

Dilma receberá familiares de vítimas de acidente com avião da GOL em 2006


Na próxima quarta-feira, dia 14 de março, a Associação dos Familiares e Amigos do Voo 1907 será recebida no Palácio do Planalto para entregar à presidente Dilma Roussef um abaixo assinado com mais de190 mil assinaturas solicitando que prevaleça a justiça e os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladinotenham suas licenças efetivamente cassadas. Na oportunidade, os representantes da Associação solicitarão à presidente que, em sua visita aos Estados Unidos no início de abril, peça ao presidente Barack Obama que seu país respeite os acordos bilaterais e puna os pilotos.
“Só queremos que os EUA sejam coerentes e punam os pilotos que causaram a morte de 154 pessoas no Brasil. Existem precedentes nos EUA que comprovam que, por falhas bem menos graves, pilotos americanos tiveram seus brevês cassados pela agência americana”, disse Rosane Gutjahr, que perdeu o marido no acidente. Ela se refere ao conhecido caso “Northwest”, em que dois pilotos americanos tiveram suas licençasdefinitivamente revogadas por deixarem, por um curto período de tempo, de realizar contato com as torres de controle de tráfego aéreo, e passarem do ponto de pouso. “Mesmo sem ter causado nenhum acidente, esses pilotos foram punidos pela FAA (órgão americano equivalente à ANAC) e não podem mais conduzir aeronaves. Agora, como o acidente aconteceu no Brasil, como as vítimas não eram americanas, eles se sentem no direito de não tomar providências?” desabafou Rosane.
Os pilotos continuam exercendo suas funções nos Estados Unidos. Lepore ainda trabalha na ExcelAire – empresa que adquiriu o Legacy em 2006. Paladino é piloto da America Airlines. Os dois ainda conduzem jatos comerciais e particulares de passageiros como se nada tivesse acontecido ou como se nunca tivessem tido suas condutas profissionais desabonadas.
A justiça brasileira instaurou inquérito criminal contra os pilotos. Em paralelo, a ANAC(Agência Nacional de Aviação Civil) e o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) realizaram investigações técnicas e administrativas e chegaram à conclusão de que Lepore e Paladino foram mesmo responsáveis pela segunda maior tragédia da história da aviação brasileira.
O julgamento pela justiça brasileira aconteceu quase quatro anos depois do acidente. Ambos foram considerados culpados e condenados a quatro anos e quatro meses, com substituição da pena para realização de serviços comunitários em alguma instituição brasileira nos EUA. Discordando da substituição da pena, oMinistério Público Federal e a Assistência de Acusação recorreram da sentença e, provavelmente neste mês de março, o Processo Criminal chegue ao Tribunal Regional Federal, onde será julgado em segunda instância.
Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907
 A Associação foi fundada em 18 de novembro de 2006, pouco depois da tragédia, na cidade de Brasília, no Distrito Federal. O objetivo era reunir e organizar os familiares e amigos das vítimas do acidente aéreo do Voo 1907, da empresa Gol Linhas Aéreas Inteligentes S/A, para lutar pela defesa de todos os direitos e interesses dos que perderam seus entes queridos. Após quase seis anos de impunidade, a Associação busca a justiça em todas as esferas administrativas e judiciais (cível e criminal), para que os culpados pelo acidente sejam responsabilizados. 


As informações são"Jornal do Brasil".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Alan Alves 

Dona do jato que colidiu com avião da Gol é autuada


A Junta de Julgamento da Aeronáutica decidiu autuar a empresa de táxi aéreo americana ExcelAire, dona do jato executivo Legacy que se chocou com um avião da Gol, em 2006, provocando um acidente em que morreram as 154 passageiros do voo 1907, que viajavam de Manaus para Brasília. De acordo com a Aeronáutica, a empresa americana já foi informada da decisão e poderá apresentar defesa. 
A ExcelAire foi autuada por descumprimento de vários pontos da legislação de tráfego aéreo, como o preenchimento incorreto do plano de vôo e por voar com o transponder desligado. O equipamento informa a posição exata da aeronave aos controladores de voo. O valor da multa só será decidido depois do julgamento. 
A ExcelAire já havia sido multada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em R$ 7 mil. A Anac também multou em R$ 3,5 mil os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que comandavam o jato Legacy. 
Também está em andamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília o processo criminal contra os dois pilotos. Na primeira instância, eles foram considerados culpados pelo acidente e condenados a quatro anos e quatro meses de prisão, com reversão de pena para prestação de serviços comunitários em uma entidade brasileira nos Estados Unidos. A associação dos parentes das vítimas, com apoio do Ministério Público, recorreu da decisão. 


As informações são"Consultor Jurídico via Agência Brasil.".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Samuel Pereira da Silva

Anac pune pilotos da tragédia da Gol com novas autuações


A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) puniu mais uma vez o piloto norte-americano que causou a tragédia da Gol, Joseph Lepore, por erros que cometeu no comando do jato Legacy, que se chocou com o Boeing da Gol em setembro de 2006, causando a morte de 154 pessoas. As autuações, emitidas em setembro do ano passado, reconheceram que os pilotos erraram ao voar com o TCAS e com o Transponder desligados. As punições foram encaminhadas a FAA (Federal Administration Aviation, órgão que regula a aviação nos EUA).
O primeiro processo administrativo movido pela ANAC foi julgado em abril deste ano e resultou em duas autuações e multas aos pilotos e à empresa ExcelAire. A punição foi aplicada aos pilotos por estarem voando em RVSM (Reduced Vertical Separation Minimum/ Espaço Aéreo Vertical Reduzido), não tendo autorização para tal. A decisão brasileira foi encaminhada em junho do ano passado a FAA para que o país tomasse as providências necessárias e punisse os pilotos. O pedido de providências foi respondido somente no dia 06 de janeiro deste ano, meses após o envio do primeiro comunicado oficial da ANAC. De acordo com a resposta, as falhas cometidas pelos pilotos não são suficientes para que os Estados Unidos tomem providências.  
Segundo o advogado da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, Dante D’Aquino, as novas autuações confirmam ainda mais a culpa dos pilotos norte-americanos no acidente e o compromisso do Governo Brasileiro em solucionar a questão para que o caso não passe impune. “Após permitir o direito de defesa e respeitar as regras do processo administrativo, a Agência emitiu mais duas autuações a Lepore, com base em provas contundentes que estão juntadas ao processo”, explica.
A FAA já foi notificada das novas autuações. O Governo Brasileiro e os familiares das vítimas esperam que as punições resultem em uma posição clara e efetiva da Agência americana. Além disso, aguardam que haja a tomada de medidas necessárias e o respeito aos pedidos da ANAC.
Rosane Gutjahr, diretora da Associação de Familiares e Amigos do Voo 1907, diz que essa nova autuação reforça o fato de que a FAA  já deveria  ter cassado a licença para pilotar de Paladino e de Lepore e que a FAA deveria ter tomado as providências necessárias. “Sabemos que, por muito menos, a agência norte-americana já cassou o brevê de pilotos. A ANAC representa o governo brasileiro e já reconheceu as falhas oficialmente. A resposta negativa do FAA com relação às autuações por eles voarem em RVSM é um desrespeito, não só os familiares, mas também ao Estado brasileiro. Esperamos que o governo dos Estados Unidos dê uma punição efetiva no sentido de cassação do brevê dos pilotos, ainda mais agora, com estas novas autuações da ANAC “, declara.
Os autos de infração emitidos pela ANAC em abril deste ano ocorreram em virtude de a tripulação ter preenchido o plano de voo com dados inexatos, pois Lepore colocou no planejamento que possuía autorização para voar em RVSM (Reduced Vertical Separation Minimum/ Espaço Aéreo Vertical Reduzido). Após o acidente, investigações comprovaram que ele não tinha a carta de autorização, chamada de LOA (Letter of Authorization), para navegar com separação reduzida às demais aeronaves. A autuação à empresa ExcelAire relata que ela permitiu a operação de voo dos pilotos sem ter a carta de autorização.

As informações são"=|= Avião Vício =|=".Sempre é citado o link de referência.O conteúdo é de Responsabilidade:Flyer Miranda

Cinco anos após o acidente da Gol, insegurança aérea permanece

Há exatos cinco anos do acidente da Gol, que escancarou falhas graves do sistema de controle aéreo, e a menos de mil dias para a Copa do Mundo, ainda pairam dúvidas sobre a segurança do céu brasileiro. Alta evasão de controladores, treinamento inadequado e incidentes recentes registrados em documentos sigilosos, aos quais o Correio teve acesso, desenham um cenário no mínimo preocupante. Investimentos anuais da ordem de R$ 1 bilhão desde a tragédia que matou 154 pessoas em 2006 e busca por aperfeiçoamento, segundo a Aeronáutica, dotam o espaço aéreo no país de um alto padrão de segurança. Os trabalhadores do setor, entretanto, não têm tanta certeza disso.

Embora seja unanimidade, inclusive entre os próprios controladores de voo, que houve melhoria dos equipamentos nos últimos anos, a presença de profissionais novatos incomoda a categoria. “Estamos falando de uma função complexa, que exige experiência. A máquina ajuda, mas, até para operar equipamentos com mais recursos, é preciso mais qualificação”, diz Edleuzo Cavalcante, presidente da Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo e expulso da Força Aérea Brasileira (FAB) após o motim de 2007, quando controladores cruzaram os braços em protesto a condições degradantes de trabalho. Segundo levantamento da entidade, enquanto em 2006 havia 36% de profissionais inexperientes no centro de controle de Brasília (responsável por pelo menos 60% do tráfego do país), hoje são 56%.

A Aeronáutica refuta o dado, destacando que 74% dos controladores hoje têm mais de cinco anos de serviço. Um profissional do centro de controle de Brasília que pede anonimato relata o contrário. “Tenho três anos de formado e posso dizer que sou um dos veteranos. O pessoal sai porque passa em outro concurso, por causa do salário, pelas regras absurdas do militarismo, ou simplesmente desiste pelo estresse”, diz o controlador de 23 anos. Segundo a Aeronáutica, a evasão é de 150 profissionais ao ano, mas estimativas do próprio órgão sugerem uma fuga maior de pessoal. Para 2016, a meta é ter 3,4 mil controladores — 320 a mais que a quantidade atual. Mas, considerando que 300 se formam por ano, o acréscimo deveria ser de 1,5 mil — ou 750, havendo a saída declarada pela Aeronáutica.

Riscos de colisão
Os relatórios de falhas de comunicação, de problemas nos radares e de situações próximas de uma colisão entre aeronaves — que eclodiram depois do acidente da Gol — não se tornaram raridade. Um dos documentos mostra, por exemplo, que, às 12h17 de 25 de março do ano passado, um voo da TAM fez manobra evasiva (acionada pelo sistema anticolisão) devido à aproximação de uma aeronave particular voando a 250 mil pés. “Excesso de tráfego e frequência congestionada”, assinalou o controlador no registro do incidente.

Em 21 de dezembro do ano passado, às 10h28, um voo da TAM que subia de nível chegou tão próximo de um voo da Azul que o sistema anticolisão foi acionado a cerca de 340 mil pés. Ambos fizeram uma manobra classificada no relatório como RA (aviso de resolução, pela sigla em inglês). “O RA é grave, especialmente se em uma altura considerável. Ele dá oito segundos ao piloto para agir. Não é algo normal”, afirma o comandante Carlos Camacho, da área de Segurança de Voo do Sindicato dos Aeronautas. Segundo ele, tem sido frequente o acionamento do sistema anticolisão em São Paulo, em baixas altitudes, devido à presença de helicópteros. “O risco é a complacência. Pilotos se acostumam com o apito porque imaginam sempre que é um helicóptero. Um dia, não será”, diz.


As informações são"Pernambuco.com".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Priscilla Campos

Pilotos acusados de provocar acidente com avião da Gol serão julgados no Rio


Brasília – Os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, do jato Legacy, acusados de terem causado o acidente com o avião da Gol em 2009, serão julgados hoje (25) na sede da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Rio de Janeiro. O processo administrativo movido pela agência será julgado em segunda instância.
Na primeira fase do processo, a Anac manteve os três autos de infração emitidos contra os pilotos. Em abril, as autuações foram emitidas pela agência, sendo que duas delas eram destinadas a Joseph Leopore e tripulação (incluindo o copiloto) e a outra à ExcelAire.
A punição aplicada aos pilotos foi uma multa no valor de R$ 3,5 mil e à empresa norte-americana, de R$ 7 mil. A decisão frustrou os parentes das vítimas, que esperam, no julgamento de hoje, que o resultado seja revertido para uma sentença mais rigorosa.
Os parentes das vítimas esperam que os pilotos sejam proibidos de voar em espaço brasileiro e que a Anac sugira a cassação do brevê ao FAA (órgão que regulamenta a aviação nos Estados Unidos).
O acidente ocorreu a 200 quilômetros ao norte de Mato Grosso. O jato Legacy colidiu com o avião da Gol que fazia o trajeto Manaus-Brasília, deixando 154 mortos – todos que estavam a bordo. Os pilotos do jato conseguiram pousar com segurança em uma base aérea no Pará.

As informações são"".Sempre é citado o link de referência.O conteúdo é de Responsabilidade: Flyer Miranda

Pilotos acusados de provocar acidente com avião da Gol serão julgados no Rio


Os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, do jato Legacy, acusados de terem causado o acidente com o avião da Gol em 2009, serão julgados hoje (25) na sede da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Rio de Janeiro. O processo administrativo movido pela agência será julgado em segunda instância.
Na primeira fase do processo, a Anac manteve os três autos de infração emitidos contra os pilotos. Em abril, as autuações foram emitidas pela agência, sendo que duas delas eram destinadas a Joseph Leopore e tripulação (incluindo o copiloto) e a outra à ExcelAire.
A punição aplicada aos pilotos foi uma multa no valor de R$ 3,5 mil e à empresa norte-americana, de R$ 7 mil. A decisão frustrou os parentes das vítimas, que esperam, no julgamento de hoje, que o resultado seja revertido para uma sentença mais rigorosa.
Os parentes das vítimas esperam que os pilotos sejam proibidos de voar em espaço brasileiro e que a Anac sugira a cassação do brevê ao FAA (órgão que regulamenta a aviação nos Estados Unidos).
O acidente ocorreu a 200 quilômetros ao norte de Mato Grosso. O jato Legacy colidiu com o avião da Gol que fazia o trajeto Manaus-Brasília,  deixando 154 mortos – todos que estavam a bordo. Os pilotos do jato conseguiram pousar com segurança em uma base aérea no Pará.


As informações são"Jornal do Brasil".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:

Audiência debaterá processos sobre colisão do Legacy com avião da Gol

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional realizará audiência pública para debater o andamento dos processos que apuram a colisão do Jato Legacy 600 com o Boeing 737 da Gol, em setembro de 2006, resultando na morte de 154 pessoas. A audiência foi solicitada pelos deputados Dimas Ramalho (PPS-SP) e Rubens Bueno (PPS-PR) e ainda não tem data definida para acontecer. Para o debate deverão ser convidados representantes do Ministério Público Federal, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907 da Gol. Além de se obter esclarecimentos sobre o tramite do processo administrativo da Anac e da Justiça, a reunião também terá como objetivo identificar quais as providências estão sendo tomadas para a indenização dos familiares das vítimas do acidente. Colisão O acidente ocorreu no dia 29 de setembro de 2006, quando o Jato Legacy, da empresa norte-americana de táxi aéreo ExcelAire, seguia no trajeto Brasília-Manaus, em sentido contrário ao avião da Gol, que fazia o voo 1907, a 37 mil pés de altitude, próximo à cidade de Matupá, no Mato Grosso. Após a colisão, os pilotos do jato conseguiram fazer um pouso de emergência na Base Aérea do Cachimbo, no centro-sul do Pará. Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que pilotavam a aeronave, saíram ilesos, assim como o jato que apenas teve avarias na ponta da asa esquerda e no estabilizador horizontal. Os passageiros do Boeing, no entanto, não sobreviveram, e os destroços da aeronave só foram encontrados no dia seguinte, em uma área densa da Floresta Amazônica, na Serra do Cachimbo, região norte do Mato Grosso. A colisão entre os aviões foi considerada o segundo acidente aéreo mais grave da história da aviação civil brasileira. Punição para os pilotos Os pilotos norte-americanos foram condenados a quatro anos e quatro meses em regime prisional semi-aberto, mas a pena foi revertida em prestação de serviços comunitários em uma instituição brasileira nos EUA. Os pilotos e a ExcelAire também foram multados pela Anac em R$ 3,5 mil e R$ 7 mil, respectivamente. “Apesar de todas as evidências de que o jato executivo causou o acidente, os pilotos do Legacy receberam penas brandas, na visão de muitos juristas, por terem causado a morte de 154 passageiros”, afirmou Rubens Bueno.

As informações são"Agência Camara dos Deputados".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Alan Alves 

Procuradoria pede pena maior para pilotos do Legacy

O Ministério Público Federal em Mato Grosso recorreu nesta segunda-feira (18) da decisão que condenou os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que estavam no jato Legacy que se chocou contra um avião da Gol. O acidente aconteceu em 2006 e causou a morte dos 154 ocupantes do avião da Gol. Todos que estavam no Legacy saíram ilesos.

A Procuradoria pede que a pena dos pilotos seja aumentada e cumprida em presídio. Lepore e Paladino foram condenados a quatro anos e quatro meses de prisão, mas a pena foi convertida em prestação de serviços. A Procuradoria quer que eles fiquem cinco anos e sete meses presos.

O recurso, apresentado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, também inclui pedido de condenação do controlador de voo Jomarcelo Fernandes, que foi absolvido.

Os procuradores pedem ainda que seja reconhecida a má-fé processual dos réus e que seja fixado valor mínimo para reparação dos danos.

Sobre a má-fé, a procuradora Analícia Ortega Hartz afirma que a defesa dos pilotos emperrou o processo por sete meses afirmando ser necessário ouvir testemunhas fora do Brasil, mas quando foi o caso, desistiram e usaram depoimentos escritos.

ACIDENTE

O Boeing da Gol que fazia o voo 1907 ia de Manaus (AM) para o Rio com previsão de fazer uma escala em Brasília (DF). Ao sobrevoar a região Norte do país, foi atingido pelo Legacy da empresa americana ExcelAire.

Os destroços do Boeing caíram em uma mata fechada, a cerca de 200 km do município de Peixoto de Azevedo (MT). Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).

O acidente expôs a fragilidade do controle aéreo brasileiro. O assunto deflagrou ainda aberturas de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquéritos) e investigações da Polícia Federal e Aeronáutica, que concluiu que o equipamento anticolisão do jato foi desligado durante o voo.

Fonte/Via: Jornal do Estado
Este conteúdo divulgado neste Blog, Sempre é citado como fonte e o link de referência. O conteúdo divulgado e de Responsabilidade de:Samuel Pereira

Anac multa em R$ 3.500 piloto do jato Legacy por falta de documento

A Anac (Agência de Aviação Civil) multou em R$ 3.500 o piloto Joseph Lepore, que pilotava o avião que se chocou com o boeing da Gol em 2006. O acidente provocou a morte de 154 pessoas.

A agência também aplicou uma penalidade no valor de R$ 7.000 à empresa para qual Lepore prestava serviços na época do acidente.

A penalidade foi aplicada a Lepore, responsável pelo voo, e à empresa porque o piloto não tinha uma carta de autorização para fazer a viagem de São José dos Campos, no interior de São Paulo, até Manaus (AM).

A autorização é emitida pela FAA, órgão responsável pela aviação nos Estados Unidos, e contém as orientações de como o piloto deve fazer o voo em determinada região.

Os autos de infração foram emitidos em abril deste ano. O piloto e a empresa recorreram da decisão, mas os argumentos não foram aceitos pela Anac. As multas foram então encaminhadas pelo correio há duas semanas. Ainda de acordo com a Agência, os Correios ainda não confirmaram a entrega do documento.

A partir da data do recebimento, Lepore e a empresa para qual trabalhava tem o prazo de dez dias para recorrer da multa.

Em maio deste ano, os pilotos Joseph Lepore e Jean Paul Paladino foram condenados a quatro anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto, pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. Eles poderão prestar serviços comunitários em instituições brasileiras presentes nos Estados Unidos.

Fonte/Via:R7
Este conteúdo divulgado neste Blog, Sempre é citado como fonte e o link de referência.
O conteúdo divulgado e de Responsabilidade de:Douglas Pereira

Anac multa pilotos do Legacy

Quase cinco anos após o acidente da Gol, que matou 154 pessoas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu multar os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino e a empresa ExcelAir, dona do jato Legacy, que se chocou com o jato brasileiro, em setembro de 2006. A multa foi aplicada porque os pilotos apresentaram problemas nas documentações apresentadas, na ocasião, para realizarem aquele voo fatídico. A Anac não revelou, no entanto, o valor da multa e nem que tipo de problema exato ocorreu com os documentos dos pilotos.

Os pilotos poderiam ter recorrido da infração, mas não o fizeram no prazo legal e a Anac, então, lavrou o auto de infração, há duas semanas. Trata-se, segundo a Anac, de uma punição administrativa.

A Anac explicou que os dois pilotos nunca estiveram proibidos de voar no Brasil e que a agência não tem poder para impedi-los disso porque eles possuem uma licença expedida pela Federal Aviation Administration (FAA), órgão norte-americano que regulamenta a aviação civil. Qualquer tipo de impedimento, justifica a Anac, teria de ser deliberado apenas pelo Supremo Tribunal Federal.

Fonte/Via:odiario.com
Este conteúdo divulgado neste Blog, Sempre é citado como fonte e o link de referência.
O conteúdo divulgado e de Responsabilidade de:Douglas Pereira

Ministério Público Federal vai recorrer da sentença dada a pilotos do Legacy

O Ministério Público Federal em Mato Grosso vai apresentar recurso de apelação contra a sentença do juiz federal da Vara Única de Sinop, Murilo Mendes, que condenou a quatro anos e quatro meses de regime semiaberto os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. Os dois pilotavam o jato Legacy que colidiu com o Boeing da Gol no dia 29 de setembro de 2006, deixando 154 mortos, numa região de mata fechada no norte do Estado. A procuradora da República, Analícia Ortega Hartz, disse, através da assessoria, que só pode informar de quais itens da sentença vai recorrer "depois que receber a decisão". Os advogados de defesa e de acusação também prometem recorrer.



O advogado das famílias das vítimas do acidente, Dante d'Aquino, disse que a substituição da pena não é suficiente para que a justiça seja feita. "O recurso que apresentaremos é justamente com este teor: de não substituir a prisão por medidas restritivas de direitos." O advogado também deverá usar como argumento o fato de o juiz ter aceito apenas uma das acusações do MPF, "o desligamento do transponder (que informa aos controladores a localização da aeronave, altitude e velocidade) e do TACS (que informa a presença de aeronaves próximas)."
Já o advogado dos pilotos norte-americanos, Theo Dias, disse que em seu recurso vai mostrar que os pilotos devem ser absolvidos porque a pena teria sido contraditória. Dias afirma que o não funcionamento do transponder deveria ter sido avisado aos profissionais pelos controladores. A presidente da associação que representa os familiares das vítimas, Angelita de Marques, disse que as famílias ficaram revoltadas e decepcionadas. "Um acidente daquele tamanho, com várias mortes, esperamos cinco anos para ter esse tipo de resposta. A Justiça não está sendo feita. Não era o que se esperava do juiz e da Justiça. Pena abrandada não é justiça." Ela informou que vai recorrer.
Os pilotos foram condenados a duas penas restritivas de direitos. A primeira a quatro anos de prisão em regime semiaberto convertida em serviços comunitários em um órgão brasileiro nos Estados Unidos. A segunda a proibição do exercício da profissão. A prestação de serviços se dará nos EUA, mas em repartição brasileira "a ser fixada pelo juiz da execução". Como a decisão condenatória é de primeira instância, os réus podem recorrer ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1).
O julgamento da ação contra os controladores Jomarcelo Fernandes dos Santos e Lucivando Tibúrcio de Alencar deve sair em breve. O processo também corre na Vara Única da Justiça Federal em Sinop e foi desmembrado em janeiro de 2011. Os dois trabalhavam no controle do tráfego aéreo e são acusados de "atentado à segurança do tráfego aéreo". Jormarcelo já foi condenado pela Justiça Militar a um ano e dois meses de prisão por homicídio culposo.


Fonte/Via:Fátima Lessa - especial para o Estadao
 Este conteúdo divulgado neste Blog, Sempre é citado como fonte e o link de referência. O conteúdo divulgado e de Responsabilidade de:Samuel Pereira

Pena alternativa a pilotos do Legacy

Os pilotos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore, acusados de causar um dos maiores acidentes aéreos da história brasileira há cinco anos, foram condenados a 4 anos e 4 meses de detenção em regime semi-aberto. A decisão, proferida ontem pelo juiz da Vara Federal Única de Sinop, Murilo Mendes, reverteu a pena em prestação de serviço e proibição do exercício da profissão. Cabe recurso.

Conforme a sentença, os pilotos terão que prestar serviços comunitários em uma repartição brasileira dos Estados Unidos, local de origem, por tempo a ser definido pelo juiz de Execuções Penais. Assim como a proibição do exercício da profissão, ou seja, a apreensão dos documentos necessários para a atividade só acontecerá depois de transitado em julgado o processo.

O juiz não acolheu o pedido do Ministério Público Federal (MPF), autor da acusação, de que os pilotos deveriam reparar os danos causados às famílias das vítimas. O magistrado argumentou que, para se reparar danos, é preciso haver nos autos elementos que permitam chegar a uma estimativa.

Para o Ministério Público Federal, os pilotos foram negligentes no momento da elaboração do plano de voo, por não informar ao controle que a aeronave conduzida por eles, o jato Legacy fabricado pela empresa brasileira Embraer, não possuía autorização para voar em espaço aéreo com separação vertical reduzida (RVSM). Também acusou os pilotos de manterem desligado o TACS (sistema anti-colisão) do avião durante todo voo, conforme laudo produzido por perito e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa).

O acidente causado pelos pilotos, conforme decisão da Justiça Federal, ocorreu em setembro de 2006, sobre a Floresta Amazônica, no extremo norte de Mato Grosso. O jato conduzido pelos americanos colidiu com o Boeing 737 da Gol Linhas Aéreas, onde estavam 154 pessoas, entre passageiros e tripulação. O voo da empresa aera partiu de Manaus, faria uma escala em Brasília (DF) e seguiria para São Paulo.

O jato Legacy conseguiu manter o controle e pousou na Base Aérea da Aeronáutica na Serra do Cachimbo, no Pará. O Boeing já não teve o mesmo destino. Todos os ocupantes morreram na queda do avião.

Os destroços do Boeing da Gol foram encontrados, primeiramente, por índios da região da floresta, dentro do município mato-grossense de Peixoto de Azevedo. A FAB levou dias para avisar partes da aeronave. O tempo gasto para retirada de todos os corpos foi de cerca de um mês.

O crime imputados aos pilotos é de expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea, ampliado em dobro.

CONTROLADORES – Quatro controladores de voo também foram denunciados pelo MPF como causadores do acidente. O juiz Murilo Mendes julgou o caso em 2008, absolvendo sumariamente Felipe dos Santos Reis e Leandro José Santos de Barros; desclassificando da modalidade culposa a conduta de Jomarcelo Fernandes dos Santos, e absolvendo parcialmente Lucivando Tibúrcio de Alencar. 


Fonte/Via:Diário de Cuiabá 
Este conteúdo divulgado neste Blog, Sempre é citado como fonte e o link de referência. O conteúdo divulgado e de Responsabilidade de:Alan Alves 

Anac aplica 1ª punição a pilotos norte-americanos

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu 3 autos de infração aos pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino e a empresa ExcelAire, responsáveis pela queda do Boeing 1907 da Gol que ocorreu em setembro de 2006 e fez 154 vítimas. Esta é a primeira punição aos acusados e demonstra que a Agência reconhece a falha dos 2 pilotos e da empresa dona do jato que eles pilotavam.


Dois autos de infração são destinados a Joseph Lepore e tripulação, e outro para a empresa ExcelAire. As punições ocorreram em virtude de a tripulação ter preenchido o plano de voo com dados inexatos, pois Lepore colocou no planejamento que possuía autorização para voar em RVSM (Reduced Vertical Separation Minimum), que significa espaço aéreo vertical reduzido. Após o acidente, investigações comprovaram que ele não tinha a carta de autorização para navegar com separação reduzida às demais aeronaves, chamada de LOA (Letter of Authorization). A autuação à empresa ExcelAire relata que ela permitiu a operação de voo dos pilotos sem ter a carta de autorização.


David da Costa Faria Neto, superintendente de segurança da Anac, explica que cada autuação gera um processo administrativo, que é encaminhado aos infratores, sendo que eles têm um prazo de 20 dias para se manifestar. Além disso, serão encaminhadas notificações à FAA (Federal Aviation Administration; órgão similar à ANAC nos Estados Unidos) e ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo para que eles tomem as providências cabíveis.


Segundo o Acordo de Cooperação Jurídica 3.810 de 2001, as decisões do poder judiciário brasileiro devem ser seguidas e respeitadas pelo poder judiciário norte-americano. Para Rosane Gutjahr, diretora da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, este reconhecimento da Anac deverá finalmente fazer com que os pilotos tenham seus brevês cassados, a garantia de que serão efetivamente presos quando a sentença do processo criminal for dada e um início de Justiça. "Até hoje os 2 pilotos trabalham normalmente, um na própria ExcelAire e outro na American Airlines. O reconhecimento das falhas por parte da Anac é de suma importância para nós. Não teremos nossos familiares de volta mas, com decisões como esta, sentimos aos poucos termos parte de nossa dignidade retomada", diz
.
Fonte/Via: Gazeta Digital
Este conteúdo divulgado neste Blog, Sempre é citado como fonte e o link de referência. O conteúdo divulgado e de Responsabilidade de:Douglas Pereira

Outro piloto do Legacy é ouvido por juiz por videoconferência


Um dos pilotos americanos do jato Legacy que se envolveu no acidente com um Boeing da Gol em 2006, matando 154 pessoas, está sendo ouvido desde o início da tarde desta quinta-feira por um juiz federal brasileiro por videoconferência.

O depoimento de Joseph Lepore começou por volta das 12h20. Ele está em Nova York (EUA) e é ouvido pelo juiz federal Murilo Mendes, que está no Departamento Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, em Brasília. Ontem, o piloto Jan Paul Paladino, que também estava no Legacy, falou por cerca de sete horas.

De acordo com o Ministério da Justiça, os depoimentos foram os primeiros que a Justiça brasileira faz por videoconferência internacional.

Durante o interrogatório, Paladino afirmou que os equipamentos do Legacy não acusaram qualquer tipo de falha, em especial no transponder, aparelho que informa a posição da aeronave para o controle de trafego aéreo e outros aviões.

A acusação alega, baseada em relatório da Aeronáutica, que os pilotos desligaram o transponder momentos antes do acidente e só religaram após a colisão.

Atualmente, Paladino trabalha na companhia American Airlines, e Lepore continua na empresa de táxi aéreo ExcelAire, proprietária do Legacy.

No final do ano passado, o processo que apura o acidente foi dividido em dois: um cuida dos pilotos --acusados de "atentado contra a segurança do transporte aéreo"-- e outro dos controladores de voo --acusados por erros que contribuíram para a colisão das aeronaves. O objetivo foi acelerar o julgamento dos pilotos americanos.

PROTESTO

A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907 realiza manifestações em Brasília e Manaus, simultaneamente. Amigos e parentes distribuem panfletos e exibem faixas pedindo a condenação dos dois pilotos.

A assessoria da associação disse ainda que há um protesto em andamento também na porta do fórum federal de Long Island, em Nova York, onde ocorre o depoimento de Lepore.

Ontem também foram realizados protestos durante o depoimento de Paladino.

No dia 20, parentes das vítimas protestaram em frente ao hotel Marriot, no Rio, onde estava hospedado o presidente americano, Barack Obama.

ACIDENTE

O Boeing da Gol fazia a rota Manaus-Rio, com previsão de fazer uma escala em Brasília. Ao sobrevoar a região Norte do país, no dia 29 de setembro de 2006, bateu no jato Legacy.

Os destroços do Boeing caíram em uma mata fechada, a cerca de 200 km do município de Peixoto de Azevedo (MT). Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).

O acidente expôs a fragilidade do controle aéreo brasileiro. O assunto deflagrou ainda aberturas de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquéritos) e investigações da Polícia Federal e Aeronáutica.



Via: Este conteúdo divulgado neste Blog, Sempre é citado como fonte e o link de referência.