Procuradoria pede pena maior para pilotos do Legacy

O Ministério Público Federal em Mato Grosso recorreu nesta segunda-feira (18) da decisão que condenou os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que estavam no jato Legacy que se chocou contra um avião da Gol. O acidente aconteceu em 2006 e causou a morte dos 154 ocupantes do avião da Gol. Todos que estavam no Legacy saíram ilesos.

A Procuradoria pede que a pena dos pilotos seja aumentada e cumprida em presídio. Lepore e Paladino foram condenados a quatro anos e quatro meses de prisão, mas a pena foi convertida em prestação de serviços. A Procuradoria quer que eles fiquem cinco anos e sete meses presos.

O recurso, apresentado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, também inclui pedido de condenação do controlador de voo Jomarcelo Fernandes, que foi absolvido.

Os procuradores pedem ainda que seja reconhecida a má-fé processual dos réus e que seja fixado valor mínimo para reparação dos danos.

Sobre a má-fé, a procuradora Analícia Ortega Hartz afirma que a defesa dos pilotos emperrou o processo por sete meses afirmando ser necessário ouvir testemunhas fora do Brasil, mas quando foi o caso, desistiram e usaram depoimentos escritos.

ACIDENTE

O Boeing da Gol que fazia o voo 1907 ia de Manaus (AM) para o Rio com previsão de fazer uma escala em Brasília (DF). Ao sobrevoar a região Norte do país, foi atingido pelo Legacy da empresa americana ExcelAire.

Os destroços do Boeing caíram em uma mata fechada, a cerca de 200 km do município de Peixoto de Azevedo (MT). Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).

O acidente expôs a fragilidade do controle aéreo brasileiro. O assunto deflagrou ainda aberturas de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquéritos) e investigações da Polícia Federal e Aeronáutica, que concluiu que o equipamento anticolisão do jato foi desligado durante o voo.

Fonte/Via: Jornal do Estado
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