"A frota mundial de jatos em operação com capacidade de 30 a 120 assentos aumentará de 4,15 mil aviões em 2011 para 7,4 mil em 2031", calcula a Embraer. De acordo com essas contas, a maior parte das unidades seria entregue à América do Norte. São previstos 2,2 mil jatos para a região, ou 32% do total de 6,8 mil esperados.
Em seguida, está a Europa e os países da antiga União Soviética, com 1,9 mil aeronaves, ou 28%. A expectativa, ainda, é que a China receba mil novas unidades, 15% do total. A previsão da Embraer é que a maior parte dos pedidos comece a se concentrar no leste, principalmente na Ásia. "Em 2031, os maiores mercados do mundo serão Ásia do Pacífico e China, respondendo por 34% do RPK [receita de passageiro por quilômetro transportado] mundial", estima.
Europa e América do Norte responderiam por 21% cada. Para a companhia, este impulso no mercado de aeronaves vai se dar por conta, principalmente, do crescimento econômico nos países emergentes e da ascenção da classe média urbana nesses locais. Fatores negativos, porém, incluem o preço dos combustíveis e o aumento das preocupações ambientais, que deve acirrar a concorrência.
O preço dos combustíveis, aliás, já vem impactando o segmento de 30 a 60 assentos. A Embraer é líder de mercado com os E-Jets, que têm de 61 a 120 cadeiras, mas os aviões menores estão sendo menos procurados por conta dos gastos para abastecê-los e também das menores tarifas praticadas pelas companhias aéreas. "No entanto, essa categoria continuará exercendo um papel importante ao conectar mercados de baixa e média densidade com grandes centros", finaliza a nota.
As informações são"Economia - iG via Valor Online ".Sempre é citado o link de referência.