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Procura por pilotos vai aumentar

O crescimento do sector aéreo está a levar ao aumento da procura por pilotos. A garantia é dada pela Boeing Flight Services, com base nas previsões da Airbus, que indicam que o tráfego aéreo vai crescer 4,7% por ano durante as próximas duas décadas.


 “A procura urgente por pessoas competentes é um tema global que está presente na atualidade e é muito real”, contou à BBC a vice-presidente da Boeing Flight Services, Sherry Carbary, que prevê um aumento total de 29 mil a 35 mil aviões no espaço aéreo.
Dados recolhidos pela mesma empresa indicam que o aumento da procura mundial exigirá 498 mil novos pilotos nos próximos 20 anos, mas o crescimento do mercado de aviação.
A CAE, uma das maiores fornecedoras de simuladores de voos, acrescentou os pilotos mais experientes, recrutados nas décadas de 1980 e 1990, estão a aproximar-se da reforma, numa altura em que a formação e recrutamento de nos profissionais registou uma queda.

As informações são"http://www.noticiasaominuto.com/mundo/133978/procura-por-pilotos-vai-aumentar#.UpFwAtL_ldw".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Douglas Pereira 

Comissão aprova acesso a horas de voo dos pilotos

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou nesta quarta-feira (2) o Projeto de Lei 4495/12, do deputado Ademir Camilo (Pros-MG), que garante o acesso a informações profissionais dos comandantes do voo aos passageiros de transporte aéreo.

Pela proposta, o número de horas de voo do piloto na condição de comandante será divulgado aos passageiros antes de iniciada a partida da aeronave. As informações de habilitação e certificação médica do comandante devem ser de acesso público, segundo o projeto.

Atualmente, o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86) apenas prevê que o nome do comandante e dos demais tripulantes constem do diário de bordo.
Atualização quinzenal
O relator, deputado Severino Ninho (PSB-PE) incluiu uma emenda para atualização quinzenal do diário de bordo para incluir o número de horas de voo do comandante. “O entendimento do projeto poderia ser de que o número de horas deveria ser atualizado diariamente, o que seria de difícil implementação prática”, afirmou.
Na opinião do deputado, a medida amplia o direito do consumidor em buscar informação sobre produtos e serviços ofertados. “Toda iniciativa que tenha por objetivo aumentar a segurança no transporte aéreo merece aprovação, pois objetiva a defesa dos consumidores brasileiros”.

As informações são"http://www.correiodoestado.com.br/noticias/comissao-aprova-acesso-a-horas-de-voo-dos-pilotos_195604/".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Thiago Oliveira

ANAC promove fiscalização de 80 aeronaves e inspeciona 62 pilotos

Com o objetivo de fiscalizar aeronaves, pilotos, empresas, aeródromos e profissionais de manutenção, 30 inspetores da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) participaram da  Operação Ágata 7, que ocorreu de 18 de maio a 5 de junho. A operação, coordenada pelo Ministério da Defesa, foi realizada em toda a fronteira do país e contou com a participação de diversos orgãos dos governos federal, estadual, municipal e das Forças Armadas. Nesse período, os fiscais da ANAC inspecionaram 31 aeródromos das regiões Oeste, Norte e Sul e fiscalizaram 80 aeronaves, das quais 27 foram impedidas de levantar voo por irregularidades relativas à manutenção e documentação. Além disso, 62 pilotos também foram fiscalizados.

As inspeções da ANAC foram executadas com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que levava as equipes de inspetores para localidades isoladas e fazia a escolta. Para o Gerente-Geral de Ação Fiscal, Claudio Ianelli, responsável da ANAC pela coordenação da operação, as atividades de ação fiscal com o apoio da FAB, “foi de suma importância para o deslocamento dos Inspetores da ANAC e para a efetivação das inspeções, além de reforçar à população a mensagem da presença dos órgãos governamentais de forma sinérgica”.

A bordo de aeronaves da FAB, as equipes conseguiram ter acesso a pequenos aeródromos, longe das grandes cidades, onde é mais difícil realizar inspeções regulares. A fiscalização envolveu a regularidade da documentação dos tripulantes e as condições das aeronaves. A Agência abriu processo administrativo para apuração dos fatos e irregularidades encontradas e poderá autuar o proprietário da aeronave e/ou piloto. As sanções podem chegar a multas e cassação de licenças e certificados. 

As informações são"M&E by Pedro Menezes".Sempre é citado o link de referência.

Aviões históricos voltam a voar em Itanhaém, SP, após serem resgatados

Encantado com os aviões que via passando pelo céu quando era jovem, o aposentado italiano Pietro Loporchio decidiu sair da rotina empresarial que vivia na Itália para se aventurar como piloto no Brasil. Hoje, aos 74 anos, Loporchio se dedica a arte de reformar aviões raros e antigos, das décadas de 1930, 1940 e 1950. O objetivo do aposentado é montar um museu para contar a história da aviação no Brasil, mostrando para as novas gerações o encantamento que tem pelos 'objetos voadores'.
Pietro Loporchio e o avião PT19, de 1943 (Foto: Mariane Rossi/G1)


Pietro Loporchio veio a passeio para o Brasil. Ele voltou para a Itália, casou-se e retornou para as terras brasileiras. “Acho que não tem ninguém que não se apaixona por essa terra”, fala o italiano. Durante uma viagem a Peruíbe, no litoral de São Paulo, ele se encantou pela aviação brasileira, o que acabou o trazendo definitivamente para morar no país. “A vida lá era muito difícil, não tinha emprego. Em 1972, em um passeio pela cidade de Peruíbe, eu vi um avião voando. O avião era do extinto aeroclube de Praia Grande. Fui atrás do avião até o aeroporto. No mesmo dia, fiz uma inscrição e comecei a voar. De lá para cá eu não parei mais”, conta ele.
Loporchio fez os cursos de piloto privado, piloto comercial, piloto de planador, piloto agrícola, e piloto de garimpo. Ele também trabalhou como instrutor de avião, na formação de pilotos. Conheceu a cidade de Itanhaém, ainda na época de aluno, durante treinamentos de pousos. Pouco depois, decidiu morar definitivamente na cidade. “Eu me estabeleci aqui com o hangar em 1986. Depois construímos outro hangar. Há três anos, eu decidi ficar na cidade definitivamente”, lembra o italiano, que foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Aeronaves Antigas e Clássicas.

Loporchio decidiu parar com a atividade de instrutor de pilotos para se dedicar ao restauro de aviões antigos. Ele quer que as outras gerações conheçam a história da aviação. “Há 40 anos na aviação, 15 mil horas de voo, já voei em 95% dos aviões que existem no Brasil. Tenho uma biblioteca de manuais”, conta. Por isso, começou a comprar antigos aviões, motores, peças e a conhecer todos os tipos de livros sobre o assunto. Grande parte dos aviões que ele tem atualmente são da Força Aérea Brasileira. Esse material com um alto valor histórico, às vezes, é encontrado no lixo ou está abandonado. “Foram achados todos em ferros velhos, jogados em fazendas. Eu vou atrás de aviões. Os caras me dão. A despesa é só de transporte. Garimpo as peças, procuro, ligo para amigos. Fazemos tudo, o motor, a pintura. Mas não é uma firma, é restauro”, explica ele.
Em um hangar, ele montou sua ‘oficina’ e, em outro, passou a guardar as preciosidades. São aviões de vários tamanhos e cores. Alguns deles, usados durante a guerra, por volta de 1945. Outros, utilizados pelas forças armadas americanas e brasileiras, como o PT19 e o T-6, que formou o início dos cadetes da Força Área Brasileira, em Pirassununga, no interior de São Paulo. Há também o Piper J3, também de 1945, especial para fazer acrobacias no ar. O restaurador também tem aviões que são feitos e planejados por ele mesmo, amigos e sócios. É o caso do Cap Sol, um avião híbrido, uma mistura de vários aviões, e o Sky ballet, que é um projeto  'bem arrojado e louco', segundo Loporchio.
Avião Ryan, de 1938, uma das raridades do italiano (Foto: Mariane Rossi/G1)Avião Ryan, de 1938, uma das raridadesdo italiano(Foto: Mariane Rossi/G1)
Entre as raridades, estão o J-5, o único do Brasil, e o Taylor, que só existem cinco em todo o mundo. Ambos estão em fase de restauro. O xodó do italiano, porém, é o PT 19, de 1943. Nas cores azul, amarelo e vermelho, ele também foi usado pelas forças armadas americana e brasileira. Mas o Ryan, construído em 1938 é o especial, entre tantos dentro do hangar. “Esse avião foi três vezes campeão mundial de acrobacias. É um avião raríssimo. Existem poucos no mundo. Depois de muito trabalho nós conseguimos comprá-lo. Esse avião estava em um museu nos Estados Unidos e pertencia a um dentista. Depois de um ano de exaustiva conversa, o dentista resolveu vender. Reformamos ele inteiro. Demorou dois anos”, conta ele.

Aviões de alta tecnologia não interessam para Loporchio. A busca é sempre por antiguidades. “Se você traz um avião moderno eu não quero. Avião moderno não tem história”, afirma. O seu grande desejo é completar a primeira esquadrilha da Força Aérea Brasileira. Para isso, falta apenas uma unidade.

Após isso, o italiano quer realizar o sonho de deixar essas raridades para os olhares de novas gerações. Ele garante que todos os aviões que foram reformados voam aos finais de semana em Itanhaém, mas a ideia é criar um museu com essas peças e mostrar como elas podem funcionar normalmente, mesmo após muitos anos. “O nosso intuito é fomentar a aviação para essa juventude nova. Queremos fundar um museu para atrair as escolas para a visita, para mostrar o que é a aviação. Nossa história aeronáutica que não tem muita divulgação. Quero incentivar mais a molecada e difundir a história da aviação antiga. A aviação moderna todo mundo conhece pela internet”, finaliza o italiano.



As informações são"G1 by Mariane Rossi ".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:

Azul cria índice para avaliar pilotos por economia de combustível


A companhia aérea Azul criou um boletim mensal para  avaliar seus pilotos. Entre os critérios que compõem a nota estão pontualidade dos voos e redução do combustível buscando maior “eficiência operacional” da empresa, segundo confirmou a companhia.

O “Índice de Performance” (IP), que será enviado individualmente e de forma reservada, está sendo chamado de “índice de perigo” por pilotos da empresa no blog anônimo "Pilotos da fusão".

O índice é visto também com preocupação pelo Sindicato dos Aeronautas e por especialistas do setor, que acreditam que, indiretamente, ele pode gerar uma competição não saudável entre os pilotos e implicar em riscos à segurança.

Em uma das denúncias enviadas anonimamente ao Sindicato dos Aeronautas, um funcionário da Azul diz que o índice "fará com que os pilotos, acuados e com medo de perderem seus empregos, optem por encurtar rotas, evitem desvios, encurtem procedimentos, não arremetam quando não estabilizados, abasteçam a menos as aeronaves para melhorar seu índice de performance e não colocar seu emprego em risco”.

O alto custo que a querosene de aviação representa para as operações – 43% do custo das passagens, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas – fez as companhias pedirem à presidente Dilma Rousseff a redução do preço. Em janeiro, após prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2012, a Gol implementou um sistema de bonificação em dinheiro para pilotos que economizarem combustível.

Um documento da Azul obtido pelo G1 e assinado pelo gerente de qualidade de operações da Azul, comandante José Jacques Cardeal de Godoy Júnior, diz que a prática de avaliar funcionários "é comum nas grandes corporações" e que a coleta de dados já começou. "Divulgaremos relatórios individuais fornecendo indicadores de desempenho a partir das métricas obtidas em seus voos”.

O documento cita três recomendações para que pilotos otimizem operações. A primeira é “solicitar proa direta” que significa que o piloto deve pedir aos controladores se pode pegar um caminho direto, sem seguir determinada aerovia, que tem pontos previamente fixados pelos quais o avião tem de passar e em muitos casos obriga o avião a fazer curvas e desvios.

Outras sugestões são “utilizar o nível ótimo” (buscar a maior altitude compatível com a aeronave para que o voo seja feito de forma mais rápida) e aplicar o “idle descente”, reduzindo a potência dos motores para uma aproximação em marcha lenta em direção ao aeroporto.

“O que adianta o piloto fazer tudo para encurtar o tempo de voo se, quando chega ao aeroporto, tem que ficar dando voltinhas no céu porque o fluxo é intenso, não há espaço para pouso. O sistema todo é falho e focar no piloto me parece uma medida incoerente que representa risco à segurança", diz Gelson Fochesato, presidente do Sindicato dos Aeronautas.

Questionada sobre o índice de performance, a Azul disse apenas que "essas avaliações contribuem para a implementação de melhorias nesse processo" e que "incentiva tripulantes a fazer o uso consciente do combustível". 

A empresa não divulgou o número de pilotos que a medida vai atingir. Os últimos dados disponíveis da Agência Nacional de Aviação Civil sobre o setor, de 2010, apontam que, juntas, Azul e Trip tinham 790 pilotos e copilotos.

Pilotos da Azul ouvidos pelo G1, e que pediram para não serem identificados, possuem opiniões diversas sobre o sistema que, segundo eles, foi implantado em abril. Alguns acham que a medida pode gerar competição devido ao medo de demissões. Outros salientam que os pilotos são responsáveis e que nunca colocariam a vida em risco.

“Tenho mais de 20 anos de profissão e não vou economizar combustível apenas pela empresa ou para fazer um voo mais rápido, mas porque sou consciente que posso poluir menos o ar para o futuro dos meus filhos. A minha segurança também está em jogo e eu sou responsável por todas as vidas lá dentro”, diz um comandante da empresa. “O que a empresa está fazendo é exigir racionalidade. Aquele piloto que era acostumado a pegar um nível e seguir sempre no mesmo, achando que era o caminho mais fácil e não se preocupava com combustível, terá que programar melhor o voo”, acredita.

Segundo pilotos, ao planejar um voo, o despachante operacional analisa a rota e, ao perceber problemas no percurso, como previsões meteorológicas ruis, coloca carga extra de quersone para que o avião possa seguir para outro destino ou tenha a possibilidade de aguardar no ar por mais tempo. Todo avião comercial decola com adicional para voar de 30 a 45 minutos a mais do que o tempo previsto para a jornada. Mas, agora, ao invés de colocar automaticamente a querosene adicional, o despachante deixará nas mãos do piloto pedir ou não a margem de segurança.

Ainda segundo os pilotos, no fim do mês, a empresa irá comparar a previsão de combustível para as etapas e quanto o comandante gastou. Se ele gastou a mais do que previsto, terá um “IP baixo”. “O meu medo é de alguém, atrás do índice perfeito, faça loucuras”, afirmou um piloto ouvido pelo G1.

Competição entre as tripulações

O brigadeiro Jorge Kersul Filho diz que “não vê a prática como saudável” e que “pode gerar uma competição entre as tripulações”. Ele pondera, porém, que o fato da empresa obrigar o piloto a pensar antecipadamente sobre a rota é uma forma de valorizar o piloto responsável.

“Os passageiros têm de saber que os profissionais que estão na cabine são responsáveis, treinados para comandar máquinas no último estágio da evolução. Temos que valorizar estes profissionais. Eles são competentes e não vão quebrar regras de segurança ou entrar em uma competição por dinheiro”, acredita.
Oficialmente, o Cenipa informou que “não possui incumbências acerca das políticas operacionais das empresas aéreas desde que essas mantenham conformidade com as regras de tráfego aéreo e com os princípios da segurança de voo”. 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz que, como no caso da Gol, não tem competência para avaliar se a política da empresa é correta, “tendo em vista que não há quebra de requisitos de segurança operacional”.

A Azul não confirmou as informações fornecidas pelos pilotos sobre o funcionamento do programa e não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem.

Sobre o boletim mensal, a companhia diz que "incentiva os seus tripulantes a fazer o uso consciente do combustível, assim como também adota outras medidas para manter a excelência de suas operações, prezando não só pela segurança, que é o primeiro valor da Azul, como também pelo conforto de seus clientes”.


As informações são"G1 via expressomt".Sempre é citado o link de referência.

Gol paga mais para piloto que economiza combustível


Após apontar o crescimento do custo com combustíveis como o principal fator responsável pelo prejuízo operacional da companhia em 2012, a Gol decidiu ampliar suas medidas de gerenciamento desse insumo. A companhia aérea iniciou este ano um projeto de bonificação para tripulantes de voos eficientes e pontuais.

A empresa explicou que o melhor gerenciamento de consumo de combustível nos 950 voos da companhia é possível com medidas tomadas pelos pilotos e copilotos como subidas e descidas mais constantes e a utilização de rotas mais curtas. Já os comissários de bordo colaboram no gerenciamento das atividades de solo, contribuindo para a pontualidade das operações.
A meta da companhia é obter uma economia de 700 toneladas mensais de combustível com o projeto, ou R$ 1,9 milhão por mês. Se o objetivo for alcançado, R$ 820 mil serão reservados para distribuição de prêmiso entre os tripulantes.

"A iniciativa visa aproveitar oportunidades de economia durante o voo e em solo, em conjunto com a pontualidade e a eficiência das operações", explicou a empresa aérea, em nota, salientando que esta não é a única medida desenvolvida pela companhia visando maior eficiência no gasto de combustível.

A Gol disse ter identificado a oportunidade a partir de um sistema de monitoramento das operações da companhia, analisando 280 mil voos. "Este monitoramento permitiu identificar processos de voo mais econômicos e eficientes. A iniciativa captura uma boa prática e a estende, como orientação, para 100% do grupo de voo."

A bonificação aos tripulantes será semestral, com referência no alcance de metas dos meses anteriores, e contemplará o time de pilotos e comissários. "Será um trabalho em equipe, não há metas individuais, apenas coletivas", salientou a aérea.

Questionada sobre eventuais riscos ou prejuízo aos serviços da companhia, a Gol reiterou que "só adota procedimentos que contribuam para a segurança de voo, o conforto de seus clientes e que estejam de acordo com a legislação vigente".

Entre as medidas já tomadas pela Gol visando o melhor gerenciamento do combustível estão a utilização de motores modelo CFM56-7BE, que reduzem em cerca de 2% o consumo de combustível e o uso de unidades auxiliares de energia mais eficientes quando a aeronave está no solo.

Segundo a Gol, o combustível é responsável por 43% dos custos da empresa. Em 2012, a companhia registrou R$ 3,742 bilhões em despesas com combustível de aviação, montante 22,3% superior ao apurado no ano anterior. O aumento de R$ 680 milhões  nos custos representou cerca de 95% do prejuízo operacional. O preço do combustível ficou em R$ 2,26 por litro consumido, 18% superior ao verificado em 2011.


As informações são"Estadao by Luciana Collet ".Sempre é citado o link de referência.

Aeronave faz pouso forçado em rodovia próxima a Sacramento, MG


Uma aeronave de pequeno porte precisou fazer um pouso de emergência no início da noite desta segunda-feira (4) na rodovia MG-190, próximo ao trevo de acesso à cidade de Sacramento, no Triângulo Mineiro. Segundo informações da Polícia Militar (PM), além do piloto, havia duas mulheres à bordo, mas ninguém se feriu.
De acordo com a PM, o piloto informou que a aeronave ficou sem combustível e o forçou a realizar o pouso na rodovia. Ele teve ajuda de pessoas que estavam na pista que controlaram o tráfego de veículos. Em seguida, levaram a aeronave para o pátio de uma oficina mecânica às margens da rodovia.
O piloto afirmou que o avião partiu de Goiânia (GO) com destino a Alfenas (MG) e ao retornarem, teve que fazer o pouso forçado. Os documentos do piloto e da aeronave estão todos em dia, segundo a PM. O piloto informou que iria buscar combustível em Uberaba e voltaria ainda nesta terça-feira (5), para Goiânia.


As informações são"Paulo Borges Do G1 Triângulo Mineiro".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Alan Alves 

Número de mulheres no curso de piloto da Edra cresce a cada ano

Já se vão mais de 100 anos desde que a primeira mulher recebeu licença para pilotar uma aeronave. Apesar disso, as mulheres tiveram que vencer barreiras para se consolidarem como pilotos. Nos últimos anos, no entanto, a cada ano é maior o número de mulheres matriculadas na escola de formação de pilotos da Edra, em Ipeúna, interior de São Paulo. São mulheres em busca do curso de pilotagem para atuar tanto na aviação militar quanto na aviação civil. “Antigamente, a gente percebia quando uma mulher se matriculava, hoje elas circulam pela escola, não é raro termos três, quatro ao mesmo tempo”, comenta Rodrigo Scoda, diretor da Edra Aeronáutica.

Segundo a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), o número de licenças expedidas para pilotos do sexo feminino não para de crescer nos últimos anos, alcançando quase 100% de crescimento entre 2009 e 2010. Para muitas das alunas da Edra, o principal desafio ainda é o preconceito, mas atualmente em menor escala.

Para Cristina Soares, oficial do Corpo de Bombeiros de Rondônia e aluna da Edra, o preconceito é superado com muita dedicação. “Muita gente acredita que os homens são mais preparados para esta função, pois são mais fortes e antenados em assuntos como mecânica, mas com dedicação mostramos que também somos capazes, que temos nosso valor”, diz.

Para as garotas que desejam seguir a carreira nos ares, as alunas mais experientes destacam que é preciso, além da dedicação, manter o foco sempre nos objetivos, estar sempre atualizada nas novidades do setor. “A humildade também é fator importante no nosso dia-a-dia, sempre há alguém com mais vivência que pode nos passar informações valiosas e esta troca de experiências pode fazer a diferença durante o voo”, indica Cristina.

A escola de formação de pilotos Edra fechou o ano de 2012 com mais de 10 mil horas de voo. Com a frota ampliada, a escola que é referência no mercado brasileiro, conta agora com oito helicópteros Schweizer, modelo 300CBi, um simulador e duas aeronaves. Hoje a Edra emprega mais de 20 pilotos, sendo 15 instrutores só para a escola de pilotagem.

Com 15 anos de história e a marca de 2 mil pilotos formados, para grandes corporações, incluindo a força pública, off-shore e aviação civil, a Edra oferece diversas modalidades de cursos de formação de pilotos: ground school, piloto privado, piloto comercial, instrutor de voo, IFR (certificado para voo por instrumento), entre outros. Um dos maiores diferenciais da escola é oferecer um programa de imersão, o aluno fica hospedado na escola durante o período de curso, se dedicando integralmente à formação.


Sobre a Edra Aeronáutica

Além de escola de formação de pilotos, a Edra Aeronáutica é fabricante de aeronaves e produz o modelo anfibio Super Petrel LS, com 300 unidades produzidas, e grande foco no mercado internacional, e o Dynamic, uma aeronave eslovaca, montada no Brasil, que é o segundo mercado mundial do modelo, perdendo apenas para a Alemanha.

Mais informações www.edraaeronautica.com.br.


As informações são"Edra Aeronáutica, Assessoria".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Patricia McInnes

Agora, sobram pilotos de avião no País


O piloto Derek Medeiros, de 26 anos, não tinha medo de ficar desempregado quando começou a voar, há quatro anos. Ele iniciou sua carreira em um momento bem diferente da aviação brasileira, quando as companhias aéreas disputavam tripulantes para pilotar as aeronaves que não paravam de chegar. Mas, neste ano, o cenário mudou. Medeiros é um dos 850 profissionais que perderam o emprego com o fim da Webjet, anunciado no último dia 23, e teme não conseguir mais voar no Brasil.
O temor faz sentido. O setor aéreo deve fechar 2012 com menos pilotos contratados do que em 2011, segundo números das quatro principais empresas do setor (veja abaixo). Essa será a primeira vez que haverá retração de vagas para esses profissionais desde 2007, quando o setor perdeu parte dos pilotos da Varig, que havia parado de voar no ano anterior.
"Quero continuar a voar no Brasil e chegar a ser comandante. Mas, se não conseguir, vou tentar emprego no exterior", diz Medeiros.
As quatro maiores empresas do País - TAM, Gol/Webjet, Azul/Trip e Avianca - empregam hoje 5,8 mil pilotos, cerca de 200 a menos que em 2011, segundo levantamento feito pelo Estado com base em dados das empresas e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Essa redução na equipe é puxada pela Gol, que chega ao fim deste ano com 1.565 pilotos, exatos 591 a menos do que empregavam Gol e Webjet em 2011. Em comunicado, a empresa atribuiu as demissões à redução da malha no primeiro semestre deste ano, quando cortou cerca de 100 voos para se readequar a uma demanda menor.
Falta ou sobra? O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que representa a categoria, estima que existam atualmente entre 500 e 800 pilotos desempregados no Brasil. "Estão sobrando pilotos no Brasil", disse o presidente do SNA, Gelson Fochesato.
O diagnóstico do sindicato contraria o cenário desenhado pelas empresas aéreas em 2010, quando as companhias diziam temer escassez de profissionais. Naquele ano, a demanda por voos cresceu 23,5% e as empresas correram para encomendar novas aeronaves.
As companhias precisavam manter em seus quadros tripulantes prontos para comandar esses aviões assim que eles chegassem, e aceleraram as contratações. De 2010 para 2011, as quatro maiores empresas abriram cerca de 750 vagas para pilotos.
"O cenário muda a partir do fim de 2010, quando houve uma explosão nos custos. A rentabilidade das empresas começa a cair, mas elas mantiveram seus planos de expansão e as contratações até o limite. A situação piorou em 2012 e houve um ajuste", explica o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz .
O ajuste veio com corte de voos e frota das líderes TAM e Gol. Com um plano mais conservador, as empresas só precisavam de pilotos para sua frota atual, e não para novos aviões.
A estimativa de Sanovicz é de que o setor só volte a crescer - e, consequentemente, a contratar - no segundo semestre do ano que vem. "Se superarmos as questões que inibem a competitividade do setor, a aviação voltará a crescer e a criar empregos."


As informações são"MARINA GAZZONI - O Estado de S.Paulo".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Thiago Oliveira

Piloto de caça que quebrou vidros do STF não é punido, diz Aeronáutica


O piloto do caça da Aeronáutica que fez o rasante sobre o Planalto em 1º de julho, provocando a quebra de vidros do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), não foi punido pelo ato e já retornou ao trabalho, segundo a FAB.
O fato ocorreu após a passagem de dois Mirage F-2000 sobre a Praça dos Três Poderes durante comemorações para a troca da bandeira. Segundo o STF, a manobra do avião da FAB quebrou 65 vidraças de grande porte e mais dezenas de vidros pequenos. Outros prédios próximos também tiveram vidros estilhaçados. A Aeronáutica pagou a troca das vidraças.
O piloto foi submetido a um conselho operacional, formado por militares, para investigar o ocorrido. Esta apuração concluiu que ele agiu de forma imprudente, “deixando a velocidade aumentar para 1.100 km/h, o que gerou uma onda de choque que quebrou vidraças de órgãos públicos e residências”, informou em nota a Aeronáutica nesta sexta-feira (24).
Segundo a FAB, “ele recebeu orientações do comando da unidade aérea e retornou as atividades de voo de defesa aérea no dia 26 de julho”.

O piloto trabalha no 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA), localizado em Anápolis (GO), e não foi autorizado a dar entrevista, diz o Centro de Comunicação da FAB. Ele tem mais de 10 anos na aviação de caça e é considerado como extremamente experiente.

Conhecido como "Esquadrão Jaguar", o 1º GDA tem a missão de defender o país e, principalmente, o Planalto.

No dia seguinte à demonstração em que houve a quebra dos vidros, a Aeronáutica divulgou que o piloto havia sido afastado das funções e passaria por avaliação operacional, podendo receber alguma punição.
Alta velocidade para demonstração
Para os militares, o Mirage "excedeu o limite de velocidade adequada" para uma demonstração de troca de bandeira.

Mesmo se estivesse voando em maior altitude, o estrago ocorreria.

A assessoria da Aeronáutica explicou na época que o recomendado é que a velocidade do caça não se aproxime da velocidade do som, que é de 340 m/s ao nível do mar (1.100 km/h equivalem a cerca de 305 m/s). Um Mirage F-2000 pode atingir 2,2 vezes a velocidade do som.
G1 apurou que o piloto responsável pelo rasante era o “líder”, pois comandava a primeira aeronave que passou sobre o Supremo.  Eram dois caças que faziam a apresentação: o líder e o ala (que vem sempre logo atrás). Os caças de ataque normalmente voam em dupla. Se tivesse sido o ala o responsável pela quebra dos vidros, haveria a suposição de que ele acelerou para não ficar muito atrás do companheiro, o que não ocorreu.
Pilotos afirmam que a aceleração de um caça, como o Mirage ou o F-5, ocorre de forma muito rápida, sendo possível aumentar cerca de 450 km/h em menos de cinco segundos.

Argumentam ainda que os caças são adquiridos para interceptar e abater aeronaves invasoras e realizar ataques, não para demonstrações ao público. Os pilotos também são treinados para estas missões. A formação de um piloto de caça para ser o líder demora mais de 5 anos, só neste tipo de aeronave.
As informações são"Tahiane Stochero Do G1".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Thiago Oliveira Ferraz

Pesquisa revela que metade dos pilotos dorme no comando dos aviões


Depois da divulgação das novas regras da Aviação Civil Europeia, entre elas a de que os pilotos podem voar por até 22 horas sem dormir antes de aterrissar, líderes de associações e sindicatos de pilotos realizaram uma pesquisa que revelou que 43% desses profissionais admitiram ter dormido na cabine durante os voos, e que esse número é provavelmente ainda maior.


As novas regras servirão para acomodar melhor as horas de voo, mas tanto tempo sem descansar pode resultar em um grande risco à segurança pública. A pesquisa revelou que a nova proposta de horas de voo deixará os pilotos extremamente fatigados, como se estivessem embriagados depois de beber cinco latas de cerveja, ultrapassando em quatro vezes o limite legal de consumo de álcool para pilotar.


O estudo realizado pela Balpa — Associação Britânica de Pilotos — também concluiu que, se aprovadas, as novas regras vão aumentar a carga de trabalho em 17%, elevando a probabilidade de que algum acidente aconteça depois de 13 horas de trabalho em 5,5 vezes.


As informações são"tecmundo por Maria Luciana Rincon Y Tamanini ".Sempre é citado o link de referência.

Piloto que ‘surtou’ em voo nos EUA estava em pânico, dizem autoridades

Um voo da companhia aérea JetBlue, que seguia de Nova York para Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos, foi desviado para o Texas nesta terça-feira (27) por causa de uma emergência médica envolvendo o piloto do Airbus A 320. A polícia disse que o FBI está investigando o incidente, mas passageiros informaram que o comandante “surtou” e foi trancado fora da cabine pelo copiloto.

As autoridades americanas sugerem que o homem sofreu uma síndrome de pânico. Pilotos dizem que foi estresse por excesso de trabalho.

O voo 191, com 135 passageiros a bordo, tinha três horas e meia no ar depois de ter decolado do aeroporto John F. Kennedy (JFK) quando o piloto no comando da aeronave decidiu desviar para Amarillo devido a “uma situação médica envolvendo o comandante”, afirmou a JetBlue em comunicado.

Uma passageira que estava no voo gravou imagens do momento em que os passageiros do voo controlaram o piloto, que durante a crise nervosa falava que todos iam morrer, que afegãos e iraquianos estavam ameaçando o voo, falava de Israel, de destruição. Nada tinha sentido. As imagens, no entanto, estão proibidas para a internet.

Os passageiros conseguiram dominar o piloto e, em seguida, um outro capitão - que por sorte estava viajando de folga nesse voo - entrou na cabine para ajudar o copiloto a fazer um pouso de emergência na cidade de Amarillo, no Texas.

“Outro capitão, viajando de folga, ajudou na aterrissagem e assumiu as responsabilidades de membro da tripulação em solo”, acrescentou a nota da companhia aérea.

A JetBlue disse que o piloto, cuja identidade foi mantida em sigilo, foi levado para uma clínica médica.


As informações são"Surgiu".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Denilson Pereira da Silva

Fiscalização da Anac é frouxa,diz piloto

Falta fiscalização nos aeroportos de Belém”, denuncia o piloto Paulo Rodrigues, presidente do Aeroclube do Pará. De acordo com ele, desde 2009, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador da aviação comercial no país, mantém um efetivo de apenas dois funcionários para cobrir todo o Estado.

“É um absurdo, se for pensar na nossa região, que é imensa e que necessita do avião como meio de transporte para alcançar áreas a que muitas vezes não se tem acesso por terra. Se não tem fiscalização, você relaxa, aí começam a acontecer acidentes”, analisa. Ele estima que uma frota de 300 aeronaves, entre monomotores e bimotores, circulem no espaço aéreo do Pará.

Rodrigues aponta problemas também no controle da concessão de licenças para pilotos por parte da Anac. Como explica, para se capacitar como piloto é necessário um curso teórico de quatro meses, exigido para realizar a prova teórica da Anac. Após aprovado, o candidato se submete a 36 horas de voo em um avião e uma prova prática de pilotagem.

“Porém, o controle da Anac é frouxo. Para ser piloto, basta o camarada ter o 1º grau completo e estudar em casa. Não é exigido que faça o curso teórico em uma escola reconhecida pela Anac. Como o cadastro é eletrônico, depende da palavra do candidato apenas comprovar se o curso foi feito ou não”, avalia.

MEDO COLETIVO

É com pesar e receio que o setor de aviação paraense vem recebendo as últimas notícias. “Todos ficam um pouco paranoicos com tantos acidentes. A aviação é considerada uma profissão de risco, mas não é normal a quantidade de acidentes que vêm acontecendo. Sofro pela morte do Roberto (Roberto Carlos Figueiredo, piloto do avião do deputado Alessandro Novelino, também morto no acidente do último sábado), ele era meu amigo. E sofro por ter que ficar tanto tempo sem respostas pela causa de tantas mortes. Elas (as respostas) podem salvar as vidas de outros tantos pilotos”, afirma um piloto que não quis se identificar.

Piloto privado com três anos de profissão, ele confirma as denúncias de falha na fiscalização. “Os ficais vêm muito pouco fazer vistorias. A culpa não é deles. É a quantidade de trabalho que exigem que eles façam. Durante o período de carnaval, aumenta a quantidade de voos no Estado e a Anac não acompanha essa demanda. Se no trânsito é assim, por que na aviação seria diferente?”, questiona.

Outro fator de risco típico da região é ausência de fiscalização e manutenção das pistas de pouso no interior, o que dá abertura a perigosas improvisações. “A maioria das pistas no interior não é apropriada. São descampados de piçarra ou terra batida. Pouquíssimas são afastadas e quase todas são no meio do centro urbano. Muitas das vezes os pilotos têm que pousar em uma estrada ou rodovia. Ficamos taxiando (voando em círculos) até saírem os veículos, pessoas, até mesmo gado do caminho. Imagina o perigo”, relata. 

EM NÚMEROS

168 É o número de aeroportos existentes no Pará, sendo 44 aeroportos públicos e outros 124 privados, incluindo também os helipontos. Redução não compromete, garante Anac

O total de acidentes aéreos registrados no Pará no mês de fevereiro é quase a metade dos desastres envolvendo aeronaves em todo o ano de 2010 no Estado. De um total de nove acidentes naquele ano, apenas cinco tiveram seus relatórios de apuração de possíveis causas concluídos. Em 2011, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), somente nos seis primeiros meses do ano foram registrados 23 desastres aéreos em toda a região amazônica, ou quase um acidente a cada 12 dias. No Pará, foram sete. O recorde ficou com o Mato Grosso, com nove acidentes.

Mas nem os recentes acontecimentos no Pará, que registrou quatro graves acidentes em fevereiro, foram suficientes para mobilizar técnicos da Anac - autarquia que tem a responsabilidade de regular e fiscalizar a aviação civil brasileira - no sentido de priorizar os trabalhos de apuração e investigação no Estado.

O DIÁRIO solicitou à agência que informasse se, mediante tais acontecimentos em sequência, a Anac pretendia tomar alguma medida mais pontual, como por exemplo, enviar técnicos para o Estado para averiguar a qualidade dos produtos oferecidos. Para essa pergunta, não houve resposta da assessoria de imprensa do órgão.

Em agosto de 2010, a Anac decidiu fechar os postos de serviços de 22 capitais, inclusive Belém, Boa Vista, Macapá, Manaus e Porto Velho. Na época, a agência informou que a decisão não era econômica, mas de eficiência. Pela configuração anterior, os atendentes apenas recolhiam as queixas dos passageiros e as encaminhavam para as respectivas gerências regionais, onde eram analisadas. Na nova configuração, dizia a Anac, estaria “desenvolvendo ferramentas tecnológicas de controle e vistoria” que permitiriam que tudo fosse feito pela internet.

A Anac disse também, na época do fechamento, que iria “reforçar os canais de atendimento com o passageiro”, com o aumento de 20% do efetivo que trabalha no telefone gratuito 0800 e no site da agência na internet.

Quando foi anunciada a decisão, parlamentares paraenses apelaram à direção da Anac pelo não fechamento dos escritórios nos Estados do Norte. O senador Flexa Ribeiro (PSDB) e os deputados federais peemedebistas

Elcione Barbalho e José Priante entregaram um ofício para o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, solicitando a manutenção do escritório em Belém.

A região Norte é carente de transporte fluvial e terrestre e, por isso, o avião acaba sendo um dos principais meios para transportar doentes e passageiros de uma forma geral, do interior para cidade, com maior infraestrutura. Em Belém, o escritório do órgão fazia homologação das empresas de táxi aéreo, fiscalizava a manutenção de aviões e a regularidade de mecânicos e pilotos.

A assessoria da Anac informou que a centralização das operações de fiscalização foi uma decisão da diretoria da Anac por avaliar que, naquele momento, essa seria a melhor forma de atuação. Segundo a resposta enviada pela assessoria, essa medida não interfere na qualidade do serviço prestado pelos técnicos da agência. “Sempre que necessário, a Superintendência de Segurança Operacional encaminha novas equipes para fiscalização regional”, conclui a nota.

Seis acidentes ocorreram por falha em motor

Relatório da Aeronáutica, que analisou os principais fatores contribuintes em acidentes aéreos entre 2000 e 2009, determinou que, em 69,4% dos casos de desastre em todo o país, um erro no julgamento dos pilotos interferiu na tragédia. Em 47,7% dos acidentes ficou constatada também falta de planejamento e, em 28,1%, o fator “indisciplina de voo” interferiu no acidente.

No caso do Pará, dos 13 acidentes investigados pelo Ceripa desde 2001, seis foram ocasionados por falha de motor em voo. Um só acidente foi causado por fenômeno meteorológico em voo. Foi o caso do turboélice, modelo Mitsubishi MU-2B, prefixo PT - LFX, que decolou de São Luís em 1º de julho de 2003 com direção a Belém, que afundou na baía do Guamá, matando seus quatro ocupantes.

O relatório também mostra que um único acidente foi registrado por colisão com um pássaro em voo. Um monomotor decolou da pista da fazenda Iriri, em agosto de 2010, em direção à São Félix do Xingu, quando colidiu com um urubu. O piloto, que estava sozinho na aeronave, conseguiu realizar um pouso de emergência e saiu ileso do acidente.

A Agência Nacional de Aviação Civil informou que as formas utilizadas pelas Superintendências de Aeronavegabilidade (SAR) e de Segurança Operacional (SSO) para realizar a fiscalização são: auditorias de empresas; auditorias de escolas de aviação civil; auditorias de aeroclubes; inspeções de rampa (durante os preparativos para o voo ou após a conclusão); vistorias de aeronaves; e voos de acompanhamento (inspeção na execução do voo).

Segundo a Agência, as auditorias periódicas ou especiais na empresa, inspeções de rampa e voos de acompanhamento são atividades programadas, realizadas conforme o Plano de Vigilância Continuada (PVC) e previstas no Plano de Trabalho Anual (PTA), enquanto as vistorias técnicas nas aeronaves são realizadas quando há a inclusão de aeronave na frota de uma empresa ou para renovar o Certificado de Aeronavegabilidade a cada seis anos.

A manutenção das aeronaves particulares, informa a Anac, segue o Manual de Procedimentos de Manutenção Aeronáutica de acordo com o modelo de aeronave. Nesse manual está descrito quando as peças devem ser trocadas e revisões realizadas. “Porém, anualmente é obrigatória uma revisão realizada em uma oficina certificada pela Anac, na qual inspetores de aviação civil da Agência certificam que a manutenção das aeronaves está em dia.”

Conforme informação da Anac em 2011, os inspetores lotados em Belém realizaram na região a fiscalização de 343 pilotos e de 278 aeronaves, notificaram 40 aeronaves, emitiram 16 autos de infração para pilotos e empresas e quatro autos de interdição para aeronaves. “A fiscalização realizada pela Anac no Estado do Pará é executada por diversos setores que compõem a Agência”, informou a assessoria.

EM NÚMEROS

Sete acidentes aéreos foram registrados no Pará, somente nos seis primeiros meses de 2011. Em toda a Amazônia, foram 23.

Quatro acidentes graves já foram registrados somente em fevereiro deste ano no Pará.


As informações são"Diário do Pará".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Priscilla McInnes Queiroz

United distribuiu US$ 265 milhões aos seus funcionários

United Airlines (Continental Airlines)
Boeing 777-224/ER
Nesta terça-feira, dia 14, a United Continental distribuiu US$ 265 milhões em participação nos lucros aos seus funcionários. O valor é baseado nos resultados financeiros do ano fiscal completo das suas subsidiárias United Airlines e Continental Airlines. "Meus colegas trabalharam juntos o ano inteiro para alcançar resultados financeiros sólidos, desempenho operacional confiável e oferecer excelente atendimento ao cliente”, disse Jeff Smisek, presidente e CEO da United Continental Holdings. "Estamos compartilhando os resultados desse trabalho em equipe através da distribuição de mais de um quarto de bilhão de dólares em lucros”, complementou. 

As informações são"mercadoeeventos por Rafael Massadar".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Patricia McInnes Queiroz

Empresa aérea suspende piloto que deixou aprendiz pousar avião com 200 pessoas a bordo


A empresa aérea indiana Jet Airways suspendeu piloto e outro membro da tripulação de um de seus vôos por permitirem que um piloto em fase de treinamento pousasse um avião em Bombaim com 200 pessoas a bordo.
Os dois aparentemente permitiram que o aprendiz assumisse o posto de co-piloto e pousasse a aeronave, um Boeing 737. O incidente teria ocorrido há cerca de quatro meses atrás.
A Jet Airways, uma das mais conhecidas e antigas companhias aéreas privadas indianas, afirmou que a suspensão foi definida de acordo com "investigações apropriadas e um relatório confidencial".
Relatos dão conta de que o piloto foi suspenso por dois meses e meio na sequência do acidente, e voltou a voar depois da punição.
Um porta-voz da companhia informou à agência Press Trust Of India que foram mantidas conversas com órgão regulador do setor de aviação indiano, DGCA, sobre o incidente.
"Eles estão completamente satisfeitos com os passos tomados (pela companhia). Em linha com práticas internacionais da segurança, um sistema de relatórios voluntários e confidenciais é aplicável a todos os seus empregados da Jet Airways", afirmou o porta-voz.
No mês passado, um tribunal de defesa do consumidor condenou a companhia a indenizar uma passageira depois que a tripulação de um vôo se negou a servir bebida alcoólica a ela, por se tratar de uma mulher.



As informações são"BBC Brasil".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Karina Souza Santos

Escuta Aérea: O Ano Novo dos Pilotos e controladores da Torre Guarulhos

Torre Grurulhos disse para TAM 3170 " vai ter Festa aí no Avião?" Piloto falo "... Claro que sim , ainda mais indo pra Salvador". Dica de ano novo: Atenção pilotos e Comissários: Não estoura champanhe no avião, pode fazer furo na fuselagem..." Obrigado!

23:00 Até 23:45 de 2011
 



23:45 até 00:20 Feliz Ano Novo! Happy new year!



00:20 Até 05:00 depois do Qatar 922 para fecha a escuta.




Atenção! As escuta não é compatível com Internet Explore: 5, 6, 7, 8.

Comece a usar as tecnologias da web aberta - como o HTML5 lona marca - logo, mesmo as tecnologias que ainda não são suportados no Internet Explorer 6, 7 ou 8.
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O conteúdo é de Responsabilidade:Alan Alves, Priscilla Queiroz Campos

Infraero registra reclamações sobre feixes de luz que ofuscam a visão dos pilotos


O laser de cor verde, já conhecido por ser usado para atrapalhar jogadores de futebol nos estádios, está trazendo transtorno e perigo aos aviões que pousam e decolam no Aeroporto Internacional de Campo Grande. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrou este ano quatro reclamações de comandantes de aeronaves que foram “atingidos” pelos feixes de luz, que pode ofuscar a visão dos pilotos e levar a acidentes aéreos.
De acordo com o superintendente da Infraero de Mato Grosso do Sul, Evandro Leite, os registros serão encaminhados à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para que providências sejam tomadas. Ele acredita que os autores dos “ataques” às aeronaves sejam os jovens que durante à noite reunem-se no mirante construído pela Prefeitura de Campo Grande em frente ao aeroporto. “É uma brincadeira inconsequente. Às vezes a pessoa acha que não vai causar problemas, mas é um perigo”.
Os raios emitidos nas canetas laser podem atingir de 300 metros a um quilômetro de distância, de acordo com os fabricantes. Dependendo da potência e da maneira que atingem os olhos de alguém podem cegar, conforme alertam oftalmologistas.
Segundo o superintendente da Infraero, nenhum piloto que relatou ter sido atingido pelos feixes de luz verde na Capital disse ter percebido problemas na visão. “Pela distância da pista para a parte de fora do aeroporto, não acredito que esse raio laser chegue a cegar alguém. Mas, o primeiro problema é que a luz tira a atenção do comandante e num segundo momento, dependendo da maneira como ela atinge o parabrisa da aeronave, ela reflete de maneira que pode comprometer a visibilidade do piloto”.
Cegueira
Conforme matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), este ano fora notificados 106 incidentes com ponteiras laser apontadas contra aviões. No ano passado, foram 60. O Cenipa informa que o risco de um acidente é baixo, mas por menor que seja, a possibilidade precisa ser considerada. “Se o laser atingir os olhos do piloto, ele pode causar danos a sua retina, mas a probabilidade é muito pequena disso acontecer”, explica o chefe do centro, brigadeiro Pompeu Brasil, à reportagem do Estadão.
Também em entrevista ao jornal de São Paulo, o comandante Carlos Camacho, do Sidicato Nacional dos Aeronautas, disse que o piloto pode sim perder a visão temporariamente. “E é justamente no momento mais crítico: o pouso. Situação muito complicada”.
De acordo com especialistas, o problema é que as canetas laser fabricadas atualmente são muito mais potentes que as vendidas há dez anos. Há uma década, a intensidade do feixe de luz - normalmente de cor vermelha - não ultrapassava 5 megawatts e, por isso, apresentava poucos riscos. Hoje, existem dispositivos, principalmente de luz verde, que chegam facilmente aos 300 megawatts.
Venda
No Camelódromo de Campo Grande, as ponteiras são facilmente encontrada e custam de R$ 60 a R$ 100. “Não é uma coisa barata, me admira alguém comprar para ficar brincando com avião. Quem vem aqui diz que é para dar aula, fazer palestras, essas coisas”, afirma um vendedor do centro comercial popular, que pediu para ter a identidade preservada.
Outra comerciante explica que a caneta foi inventada para uso de astrônomos, que por conta do alcance dela utilizam para observar o céu. “É o que diz o fabricante. Mas ela tem umas pontas que fazem desenhos, tem gente que compra para fazer decoração em festa, para dar aula e até para brincar”.
Bagunça
Além dos “ataques” a laser contra as aeronaves, a Infraero já registrou ocorrências de viaturas da segurança do aeroporto que foram atingidas por garrafas de vidro. “As pessoas consomem bebidas alcoólicas e acabam se excedendo. Já aconteceu de jogarem garrafas nos nossos carros que fazem ronda pela beirada da cerca da pista. Quanto a isso, também vamos pedir providências”.  
Leia mais no jornal Correio do Estado.


As informações são"Correio do Estado".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Camila Souza de Santos 

Pilotos vão poder conferir, via e-mail, rotas e planos de voo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está aprimorando a ferramenta que permite a vigilância dos planos de voo. De acordo com a agência, o Brasil é o único país do mundo com fiscalização prévia das rotas da aviação comercial. O sistema Decolagem Certa permite que os pilotos possam checar, periodicamente, o histórico de voos.

Além disso, os pilotos receberão, a partir deste mês, um e-mail com informações específicas da rota, como o trecho cadastrado e a aeronave usada. A mesma comunicação será enviada ao operador aeroportuário.

Com essas medidas, a Anac acredita que haverá mais segurança nas operações aéreas e evitará que pilotos usem de maneira fraudulenta o registro de outro aviador, como ocorreu no acidente com um helicóptero na Praia de Itapororoca, em Porto Seguro (BA), em junho.

Segundo a Anac, ao receber o e-mail automático, o piloto poderá confirmar as próprias rotas. Se algum trajeto registrado com o código do piloto não foi efetivamente percorrido por ele, a agência deve ser informada. Se o piloto não informar a divergência, sofrerá sanções administrativas e, se cabíveis, criminais.

Em 2012, será implantado um sistema que só dará acesso ao cadastro e à autorização do voo mediante senha individual e intransferível do piloto responsável. Se a senha for usada por terceiros para fazer o cadastro do voo, o piloto também será punido.


As informações são"Pernambuco.com".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Priscilla Queiroz Campos

Reserva de mercado para pilotos pode acabar


Além de liberar o ingresso do capital estrangeiro nas empresas de aviação, o novo Código de Aeronáutica pode acabar com a reserva de mercado de pilotos, admitindo a contratação de mão de obra estrangeira. Hoje, o Brasil é fornecedor de pilotos para o mercado externo, especialmente Ásia e Oriente Médio. 
Diferentemente do que ocorre nos EUA e na Europa, que não restringem a importação de mão de obra, as leis brasileiras proíbem as empresas de empregar pilotos de outras nacionalidades. Apenas a contratação de instrutores estrangeiros é permitida, e assim mesmo em caráter provisório, por no máximo seis meses. 
A mudança das regras vem sendo discutida desde o ano passado no Congresso, e a sinalização é favorável ao fim da proibição. Tanto é assim que o ex-relator da reforma do Código, deputado Rocha Loures (DEM-PR), conseguiu aprovar na Comissão Especial a permissão para contratar instrutores e pilotos estrangeiros por um prazo bem mais elástico, de até cinco anos, a juízo da autoridade aeronáutica. 
É esse dispositivo que o relator Bruno Araújo (PSDB-PE) vai submeter à avaliação dos líderes partidários que negociam a proposta. A ideia é averiguar se há maioria favorável para costurar um entendimento antes de o projeto ir a voto no plenário. 
A despeito das resistências das associações de pilotos ao fim da reserva de mercado, o que se verifica na prática é que a escassez de mão de obra se dá apenas em um setor: o de helicópteros. 
Essa escassez deve ser agravada pela exploração do petróleo da área do pré-sal - todo o transporte de pessoal das plataformas é feito por helicópteros. 
Também será discutida a carga horária. Enquanto pilotos americanos e europeus trabalham 100 horas a cada mês, a jornada mensal dos brasileiros não pode ultrapassar as 85 horas. 
O relator vai propor que se mantenha as 85 horas fixas, mas que seja criado um banco de 15 horas adicionais de adesão facultativa. Pilotos e tripulantes poderão optar por cumprir a carga horária atual, independentemente da vontade da empresa aérea. Os que defendem a equiparação da carga horária à americana argumentam que estender a jornada pode ser útil para contabilizar como hora trabalhada o retorno da tripulação à sua base. / C.S. 


As informações são"Estadao".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Priscilla Campos

Mulheres avançam no mercado da aviação e chegam a comando de voo


Elas não são grandes nem fortes. São pequenas, discretas e delicadas. Não se esquecem do batom e, com unhas caprichosamente pintadas de vermelho, seguram com mãos firmes um Boeing de até 79 toneladas.


Números da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram o crescimento do número de mulheres que procuram o mercado aéreo. Em 2009, foram expedidas 44 licenças para pilotos do sexo feminino: 35 delas conseguiram licença de piloto privado e outras 8 de comercial. Apenas uma obteve a habilitação para comandante de uma linha aérea.


O número duplicou em 2010, quando foram expedidas 86 licenças para mulheres: 56 novas de piloto privado, 24 de comercial e 6 de linha aérea, para a qual são necessárias 1.500 horas de voo. Em relação ao ano anterior, a tendência é que 2011 termine com um novo recorde. (veja tabela abaixo)
Promovida recentemente a comandante, Joana faz ajustes do voo de São Paulo para Brasília (Foto: Tahiane Stochero/G1)



A comandante Joana Moojen, de 30 anos, recém-promovida ao posto e com mais de 3 mil horas de voo, decolou de São Paulo com destino a Brasília na tarde de quarta-feira (19) tendo a seu lado a copiloto Juliana Campos, de 30 anos, em uma das raras vezes em que duas mulheres estiveram à frente de um voo comercial no país.


O G1 acompanhou com exclusividade o voo de ida e volta do aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, para o Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, realizado pela Gol com um tripulação totalmente composta por mulheres: além das duas pilotos, a três comissárias também eram do sexo feminino. A chefe de cabine Priscila Heimy acabou de voltar da licença maternidade. Sua filha tem apenas 8 meses e sente sua falta durante as viagens.


“Como é um voo feminino, o papo aqui dentro é de mulher. E do que mulher fala quando está sozinha?”, brincou a comandante, quando questionada pela reportagem sobre o que conversaria nas alturas com a companheira. “Agora que tenho uma filha, só falo de fraldas, cuidados com criança, mamadeiras. Mães fazem voos mais curtos, como ponte-aérea, para pode voltar para o lar mais rápido”, diz Priscila.

Joana foi promovida a posição de comandante há cerca de quatro meses após ter atuado por seis anos como copiloto.



A escolha da profissão surgiu por acaso: “Me perguntaram o que eu ia fazer para o vestibular, escolhi ciências aeronáuticas. Sempre gostei”, diz. Ela e a Juliana são gaúchas e se conheciam da faculdade – fizeram o mesmo curso, em anos diferentes, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre. Mudaram-se para São Paulo e foram parar na mesma companhia aérea. Mas nunca antes tinham voado juntas.

“Para mim, foi um prazer voar com ela. Este voo ficará para a história das nossas vidas”, diz Juliana. As duas, que não se viam há algum tempo, são casadas com pilotos de outras companhias. “Mas em casa somos nós que mandamos, assim como aqui na cabine”, brinca a comandante.




Preparação
Na cabine, Joana, que tem 1,68m, e Juliana, de 1,63m, são cuidadosas e cautelosas. Após receber a rota de navegação do voo, a comandante começa a verificar a situação da aeronave.

Licenças emitidas para mulheres
2009  Quantidade
Piloto Privado  35
Piloto Comercial  8
Linha Aérea  1

2010   
Piloto Privado  56
Piloto Comercial  24
Linha Aérea  6

2011*   
Piloto Privado  44
Piloto Comercial  19
Linha Aérea  5

Fonte: Anac
* Números até 31 de julho 



“A primeira coisa que eu faço é pegar o livro de bordo e ver as anotações que o comandante do voo anterior fez, se houve algum problema, se ele fez algum apontamento. Em seguida, eu ligo todas as luzes do painel. São as luzes que nos avisam de qualquer pane. Se uma delas está queimada, não somos alertados do problema”, explica Joana. Ela checa também o alarme de incêndio na turbina. “Este é maior e além da luz, ele também grita, tem um alarme sonoro, pois é bem importante”, diz.

Em seguida, a comandante coloca no computador de bordo todas as informações necessárias para que o Boeing calcule a rota para o piloto automático, como quantidade de combustível, peso, velocidade desejada, altitude, etc. “Qualquer mudança que eu fizer na rota depois eu tenho que fazer contato com o centro de controle do espaço aéreo. Eu não posso mudar de rota ou altitude sem pedir autorização”, afirma Joana.

Foi a comandante que fez os pousos em Congonhas e em Brasília porque a Anac exige que o copiloto só pode assumir o pouso caso o comandante tenha mais de um ano na função, diz Joana, que assumiu a função de comandante com 3 mil horas de voo em Boeing.

“Nunca sofri preconceito. Os comandantes apenas estranham, olha com uma cara diferente”, diz Joana. “O fato de estranharem é algo normal, já acostumamos. Mas vamos conquistando nosso espaço. No cabine, comandantes mais experientes sempre nos ensinam, ajudam”, diz Juliana que, além de ser casada com um piloto, tem um pai e dois primos também na profissão.
Além da comandante, a copiloto e a chefe de cabine, os voos da Gol 1336 e 1967, realizados na quarta-feira, levavam também as comissárias Priscila Pereira,Monique Bonacio e Anelise Hugentobler. Já em terra, em Congonhas, Joana comemorou. “Foi um voo muito bom para nós, deu tudo certo. Ficará para a história”.
História
A primeira mulher no mundo a receber licença para pilotar um avião foi Raymond de Laroche, em 1910. Ela também foi a primeira mulher a fazer um voo solo, em Paris, no mesmo ano. Desde então, mulheres apaixonadas por aviação passaram a ingressar no mercado.
Na Gol, a primeira mulher a chegar ao posto de comandante foi Elisa Rossi, em 2007. Em agosto, a companhia promoveu mais duas copilotos ao comando de jatos, entre elas Joana.
Na Força Aérea Brasileira, a primeira oficial aviadora só se formou em 2006. Hoje, a FAB conta com 22 mulheres no comando de suas aeronaves pelo Brasil, grande parte tem nas mãos aeronaves de grande porte que atuam no transporte de tropas e na busca e salvamento.
As informações são"Tahiane Stochero Do G1".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Priscilla Campos