Diário Catarinense — Como foi a aposentadoria? Como foi parar em SC?
Fredy Wiedemeyer — Minha mulher ficou muito mais chateada do que eu. Ela dizia que eu não tinha cabeça para parar. Acho que não tinha mesmo. É muito brusco, você é cidadão do mundo. Não é máscara. Um dia janta em Paris, três dias depois está em Londres, em Frankfurt, em Los Angeles. De repente você fica em casa. Resolvi construir uma casa para me distrair. Comprei um terreno na Praia da Silveira (Garopaba). Levei um ano construindo, me distraindo.
DC — E a dívida do Aerus com o senhor?
Wiedemeyer — Eles estão me devendo R$ 900 (mil). Eu faria uma proposta para ganhar metade disso aí. Mas eu quero agora. Vou fazer 80 anos no ano que vem. Não vou durar mais cinco anos. Se receber, vou aproveitar, viajar, te convidar para meu aniversário, sei lá. Eu queria aproveitar melhor o que tenho direito.
DC — Do que o senhor mais sente falta?
Wiedemeyer — Sinto falta de tripular, de sair por aí. Sinto uma falta tremenda. Quando vejo avião, até me emociono.
As informações são"http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2013/11/quando-vejo-um-aviao-me-emociono-diz-ex-piloto-da-varig-4343430.html".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Samuel Pereira