Desde ontem, dia da entrada em vigor das novas medidas, os passageiros com passaportes de 14 países de uma ‘lista negra’ elaborada pelos EUA e que inclui, entrou outros, a Nigéria e o Iémen (respectivamente, o país onde nasceu e recebeu treino da al-Qaeda o terrorista Umar Farouk Abdulmutallab), passaram a ser, obrigatoriamente, abrangidos pelas novas medidas. Estes passageiros serão revistados e as suas bagagens de mão passadas a pente--fino, além de terem que passar por aparelhos de detecção de explosivos.
Por outro lado, todos os passageiros com destino aos EUA passam a poder ser revistados aleatoriamente. Estas medidas serão aplicadas em qualquer aeroporto no Mundo com voos destinados aos EUA.
Entretanto, a França encerrou ontem ao público a embaixada no Iémen até serem avançadas novas informações referentes a possíveis atentados terroristas naquele país. Por seu lado, as representações diplomáticas dos EUA e Reino Unido no Iémen continuaram ontem fechadas, pelo segundo dia consecutivo. Já a embaixada de Espanha, que no passado domingo restringiu o acesso ao público, embora tenha permanecido aberta, esteve ontem encerrada, segundo o diário espanhol ‘El Mundo’.
TERRORISTA RADICALIZOU-SE NO IÉMEN
O terrorista nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, acusado de ter tentado fazer explodir, no Dia de Natal, um avião da Northwest Airlines com destino a Detroit (EUA), não estava ainda radicalizado quando chegou ao Iémen, em 2004, mas, segundo um antigo professor, tornou-se rapidamente num rigoroso seguidor do Islão radical. Recorde--se que Abdulmutallab, filho de um proeminente banqueiro nigeriano, admitiu após a sua detenção pelo FBI que manteve contactos com elementos do ramo da al-Qaeda no Iémen e que foram eles que lhe deram os explosivos que usou para tentar derrubar o avião da Northwest Airlines.
FONTE:Paulo Madeira com agências