Ryanair abre segunda base em Portugal


A Ryanair abre hoje uma nova base aérea em Faro, depois de ter 'conquistado' o Porto, em Setembro, embora o anúncio oficial só surja durante a manhã, numa cerimónia que contará com a presença de dois secretários de Estado (a base do Porto contou com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates), do Turismo e das Obras Públicas e Comunicações.

A companhia aérea irlandesa pretende abrir 18 novas rotas, mais do que duplicando a oferta actual a partir do Algarve, e algumas delas, sabe o Expresso, serão para países nórdicos, onde a Ryanair tem reforçado a sua presença.

O CEO da Ryanair, Michael O'Leary, que estará hoje no Algarve, afirmou recentemente que a 37ª base da companhia será em Oslo, na Noruega, para abrir em Março de 2010.

A exemplo do que acontece no Porto, o Aeroporto de Faro deverá receber em permanência três aviões da companhia aérea, que ficarão estacionados durante a noite e voarão durante o dia. A base será aliás a primeira a ser implantada no Algarve, uma vez que existe actualmente apenas um avião que 'pernoita' regularmente em Faro, um voo TAP que parte de Lisboa à noite e regressa no dia seguinte.

"Isto significa que a Ryanair poderá não só expandir o número de rotas, como passar a voar para aeroportos em que não têm bases, a partir de Faro", afirma ao Expresso fonte ligada ao processo.

Conceito lowcost

O modelo de negócio das lowcost assenta na multiplicação de bases, por forma a maximizar os trajectos para os aviões e para a tripulação, baixando os custos.

Com tripulações baseadas em Faro ou no Porto, por exemplo, a companhia não tem que pagar alojamento nos locais de destino, uma vez que os aviões regressam no mesmo dia. Por outro lado, a abertura de novas rotas é estudada em função das distâncias a efectuar, rentabilizando ao máximo os gastos de combustível.

A criação de bases por companhias lowcost contribui ainda, obviamente, para aumentar o fluxo de turistas às regiões e para a criação de novos mercados (caso dos países nórdicos), o que leva os Estados a financiarem os voos, com valores que em Portugal podem chegar aos seis euros por passageiro.

O governo português disponibilizou um total de 17 milhões de euros para a criação de novas rotas através do programa Initiative.pt, do Ministério da Economia.

Expansão em Portugal

A intenção de abrir uma base no Algarve já tinha sido anunciada pelo presidente da companhia aérea irlandesa, Michael O'Leary aquando da inauguração da base no Porto, mas o CEO da Ryanair admitia na altura que tal só se viesse a concretizar num prazo de dois a três anos.

As negociações com a ANA-Aeroportos de Portugal pela conquista de condições preferenciais nas taxas aeroportuárias têm sido difíceis, em especial para a abertura de uma base em Lisboa, o maior mercado de passageiros em Portugal. Ainda assim, a Ryanair já admitiu que tal poderá acontecer antes da Páscoa, no próximo ano.

Na Cidade Invicta, onde a companhia abriu a 33ª base, com três aviões e 22 rotas, a Ryanair prevê transportar 2 milhões de passageiros por ano, sustentando - segundo a empresa - 2 mil empregos locais junto ao aeroporto Francisco Sá Carneiro. Em Faro, o volume de passageiros transportado é de cerca de 600 mil por ano.


FONTE:aeiou.expresso.pt