A reunião é o terceiro painel do quarto ciclo de audiências “Investimento e Gestão: desatando o nó logístico do país”, que busca entender os gargalos que podem comprometer o crescimento do país. Além do Decea, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Associação Brasileira das Empresas de Aviação Regular (Abear) e Aeroporto Internacional de São Paulo discutiram os desafios da infraestrutura aeronáutica e aeroportuária. Na semana passada, a comissão ouviu o Ministro-Chefe da Secretaria de Aviação Civil.
Implementação para a Copa de 2014
Além de concentrar a maior movimentação aérea do País, os aeroportos internacionais de São Paulo e Rio de Janeiro serão as principais portas de entrada dos voos internacionais aguardados para a Copa de 2014. Por isso concentram o foco do trabalho de implementação neste ano da Navegação Baseada em Performance, (PBN na sigla em inglês Performance Based Navigation). O sistema é uma das iniciativas do Programa Sirius, como é chamado no Brasil o conceito de gerenciamento do tráfego aéreo baseado em satélites e comunicação digital, considerado o futuro da navegação aérea.
No aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por exemplo, será possível reduzir a altura para realizar o procedimento de aproximação por instrumentos de 1.500 pés para 305 (ou 100 metros). Em média, os pousos levarão 7,5 minutos a menos para ocorrer, o que significa uma economia de mais de 730 quilos de emissões e redução operacional de US$ 24 milhões nos próximos cinco anos.“Estamos à frente da demanda”, explica o oficial-general. Para o militar, o principal desafio a partir de agora é a necessidade das aeronaves estarem equipadas o mesmo sistema.
Ao lado de Estados Unidos, Europa e Japão, o Brasil integra o grupo que está mais avançado na implantação do sistema. A assessoria de comunicação da Aeronáutica produziu um vídeo institucional que mostra como funciona o Sirius.
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