Paulo Diniz, presidente da Amyris e Jorge Ramos, diretor de desenvolvimento da Embraer, além de Gianfranco Betting, o Panda, diretor de Comunicação da Azul, também participam do voo no jato EMB-195, que contará com 50% de AMJ 700 e 50% de querosene de aviação derivado de petróleo. A mistura não exige qualquer adaptação nas aeronaves, o que “não correu, por exemplo, no início da utilização do álcool, quando os carros necessitavam de adaptações e, mesmo assim, não apresentavam o mesmo desempenho”, lembrou Febeliano. “Se as adaptações fossem necessárias ou se tivéssemos que desenvolver novas aeronaves para a utilização do biocombustível, ele se tornaraia inviável”, destacou Ramos.
O biocombustível a partir de cana-de-açúcar é a aposta destas empresas para médio e longo prazos, pois não tem data para utilização, neste momento. “Já fizemos testes com 100% do AMJ 700 na aeronave. Hoje, a única questão é a capacidade de produção”, explicou Diniz. Duas toneladas de cana são suficientes para a produção de 100 milhões de litros de AMJ 700.
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