| Junto à cabine do avião, Adalberto Bogsan, Vice-Presidente Técnico da GOL |
Você, passageiro habitual ou aquele que está se inserindo agora nos trâmites de voar, pode questionar. E daí...Qual é a vantagem ? Pois saiba que situação meteorológica e tráfego congestionado que estão entre os dois piores inimigos de pontualidade e segurança, certamente vão melhorar – e muito – quando a GOL iniciar – agora só falta a homologação de certificado pela ANAC – e outras empresas também optarem – Avianca e Azul já estão a caminho – pela utilização da Performance de Navegação Requerida.
Quantas vezes, quando se precisou viajar logo cedo para o Rio de Janeiro, Curitiba, Navegantes, Porto Alegre e outros aeroportos do sul e sudeste, especialmente no inverno, com a estação de neblina e tempo fechado matinal, os atrasos de voos levaram vantagem. Horas de espera, complicações e preocupações, certo ? E também quem, no reverso, quis viajar de outros locais – Joinville, Florianópolis, Caxias do Sul, Foz do Iguaçu, Maringa, Londrina e Campo Grande, em direção a Congonhas, São Paulo. Quantas vezes não foram voos, reuniões canceladas ou adiadas...
Pois isto poderá melhorar bastante, até mesmo em 80% segundo a direção técnica da GOL. É a expectativa da companhia para decolar e pousar com maior regularidade e mais segurança, justamente com a aplicação deste procedimento técnico, explicado durante o 9255, voo especial de validação feito em um Boeing 737-800, do Santos Dumont para um giro panorâmico pelos céus ensolarado do Rio de Janeiro na tarde deste sábado, com duas arremetidas para demonstração.
A precisão deste procedimento será observado pelo passageiro, principalmente no âmbito corporativo, pelas decorrências citadas acima. Mas, especialmente, quando as condições meteorológicas não forem as ideais. Vai ganhar tempo e garantia de voo. Melhoria no acesso, na economia, na preservação do meio-ambiente. Maior segurança, mais precisão no gerenciamento do tráfego aéreo.
Em um exemplo que vem do Peru e no relatório comentado pelas autoridades aeronáuticas a bordo, a LAN Peru comprovou que depois de implementar o sistema em Cusco, entre 12 de dezembro de 2009 e 7 de fevereiro de 2010, 60 voos não tiveram os atrasos, cancelamentos ou desvios para aeroportos alternativos. Assim, 8 mil passageiros chegaram ao destino.
No Brasil, mais de 85% dos pousos são feitos com aviões capazes de voar com esta tecnologia RNP que assegura níveis baixos de ruído na aproximação. A GOL é a primeira, foi a companhia escolhida como parceira para o desenvolvimento do projeto. Para o Vice-Presidente Adalberto Bogsan, “este não é um projeto privilégio nosso, é do DECEA e da Anac, do SNEA e da GE, é para as demais empresas, é para a aviação do Brasil... Estamos investindo em alta tecnologia, em procedimentos de segurança, eis os méritos de todos que pudemos atestar, a partir de hoje, com esta evolução”.
Aeroportos que não contam com o ILS serão ainda mais beneficiados quando da extensão do programa, como no caso de Vitória. O começo é mesmo com o Santos Dumont, no Rio, e com a Ponte-Aérea para Congonhas (SP), a rota mais freqüentada do Brasil e uma das mais ativas em todo o mundo. Entre os fatos reiterados no voo da GOL e nos pronunciamentos feitos durante o coquetel no Espaço do 14 Bis (restaurante), a otimização do espaço aéreo por meio de trajetórias mais precisas, com a Performance de Navegação Requerida.
As informações são"brasilturis por Antonio Euryco".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Samuel Pereira da Silva