O cancelamento em definitivo dos três voos semanais da Iberia na rota Madri-Fortaleza-Recife, a partir de quarta-feira, dia 2 de novembro, foi uma medida unilateral da companhia aérea espanhola. Isso porque o governo do Ceará ofereceu todo o apoio e investiu alto na manutenção da linha, que seria a segunda opção de ligação aérea da capital cearense com a Europa. No entanto, justificativa da empresa espanhola foi a alta do preço do combustível e o agravamento da crise econômica europeia.
"Lamentavelmente estamos desativando essa rota, por causa da alta do preço do petróleo e do agravamento da crise europeia", afirmou o diretor comercial da Iberia no Brasil, Andrés Lorenzetti, através de nota enviada à imprensa em agosto passado. De acordo ainda com a companhia aérea, os custos com combustível aumentaram cerca de 40% desde o fim do ano passado. Em média, o querosene de aviação responde aproximadamente por 35% dos gastos de uma companhia aérea.
A taxa média de ocupação dos voos a partir do Nordeste, conforme a Iberia, situa- se entre 75% e 80%. No entanto, a companhia aérea reclamava do baixo número de passageiro nos retornos da capital espanhola para Fortaleza e Recife.
Enquanto a Iberia encerra as suas operações com o Nordeste brasileiro, a imprensa espanhola anuncia que a companhia iniciou na semana passada ligação direta entre Madrid e Luanda, com dois voos semanais às segundas e sextas-feiras, em aviões A340/300 de 254 lugares, o 12º destino da companhia aérea na África.
As informações são"O POVO Online".Sempre é citado o link de referência.
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