A Europa, que era o continente sistematicamente apontado pela IATA como “a tartaruga” da recuperação da aviação, chegou ao fim de Julho com um crescimento do tráfego internacional de passageiros em 11%, apenas superado pelos 12,2% da América Latina e 3,2 pontos acima da média mundial, segundo os últimos dados da Associação.
O crescimento das companhias europeias acima da média tem uma quota parte da “desgraça” dos encerramentos do espaço aéreo europeu em Abril e Maio de 2010, pela nuvem de cinzas vulcânicas, que “inflaciona” os números deste ano, e a superação da média tem uma parcela que vem da penalização que sofreram as africanas e asiáticas, as primeiras pela instabilidade no Norte de África e as segundas pelos acontecimentos de Março no Japão.
Mas quando se olha apenas aos números de Julho, as companhias europeias, segundo a IATA, registam um crescimento do tráfego de passageiros de 9,3%, apenas abaixo dos 10,3% das transportadoras da América Latina e dos 9,7% do Médio Oriente, e muito acima dos 3,9% das norte-americanas e dos 4,9% da Ásia e Pacífico.
O mesmo se passa quanto ao tráfego total, incluindo rotas internacionais e domésticas, em que as companhias europeias registam em Julho a terceira melhor taxa de crescimento, com um aumento de 8,5%, que compara com um aumento médio do sector a nível mundial em 5,9%, com os extremos a serem a América Latina, com +12,1%, e a América do Norte, com apenas +2,8%.
A explicação da IATA é que as companhias europeias, apesar da crise das dívidas soberanas provocar incerteza, têm beneficiado de uma “forte expansão da procura interna que está a tirar partido do enfraquecimento da moeda”.
A evolução do tráfego doméstico em alguns mercados específicos de grande dimensão é outro dos indicadores divulgados pela IATA que ajuda a explicar o melhor desempenho das europeias relativamente à concorrência.
A evolução na América Latina, que se mantém a região “campeã” em crescimento com aumentos de 12,1% em Julho e 14,4% nos sete meses, é influenciado decisivamente pelo mercado doméstico brasileiro, que em Julho cresceu 17,8% e tem um aumento médio de 18,3% no ano.
A evolução na Ásia e Pacífico, por sua vez, é penalizada pelo Japão, que entrou em derrapagem com o impacto do sismo, tsunami e crise nuclear de Março passado. Em Julho o doméstico teve uma queda de 16,7% e a queda média nos sete meses atinge 18,7%.
Em contrapartida, a Índia foi dos grandes mercados mundiais o que mais cresceu em Julho, com +20,6%, e de Janeiro a Julho tem um aumento de 18,2%.
A evolução do conjunto das companhias Ásia e Pacífico, no entanto, é influenciada sobretudo pelo mercado doméstico chinês, que é o segundo maior a nível mundial, depois dos EUA, tendo uma dimensão que equivale a cerca de 20% do total mundial.
A IATA assinala que o crescimento do mercado doméstico chinês “abrandou subitamente em meados de 2010, de uma taxa anual perto de 20% para um ritmo de expansão em torno de 5%.
Em Julho o crescimento foi de 5,1%, ainda assim melhor que a média de crescimento a nível mundial, que foi de 3,5%, e desde o início do ano o aumento médio é de 7,3%, também melhor que os 4% a nível mundial.
Em relação à América do Norte, o mercado decisivo é o dos Estados Unidos, que equivale cerca de metade do mercado mundial de voos domésticos, que em Julho cresceu apenas 2,1% e de Janeiro a Julho tem um aumento de 2,4%.
Desta forma, segundo os dados da IATA, em Julho as companhias aéreas mundiais tiveram um aumento médio do tráfego de passageiros em 5,9%, com crescimentos de 7,3% em voos internacionais e de 3,5% em domésticos.
Em ambos os segmentos esses crescimentos foram por aumento de capacidade, que aumentou 5,4% em média, com +7,2% no internacional e +2,3% no doméstico, e por ganhos de taxa de ocupação, que melhorou 0,6% para uma média de 83,1%, com +0,1% nos voos internacionais, para 83,1%.
Ao analisar os dados de Julho, o novo director-geral e CEO da IATA, Tony Tyler, comentou que apesar de em Julho, mês de “pico” do ciclo anual do tráfego de passageiros, o crescimento “poder ser classificado como mais forte do que esperado”, o sector enfrenta “ventos contrários” quando se perspectiva a evolução até ao fim do ano.
Esta perspectiva deve-se, por um lado, às perspectivas mais sombrias a nível económico, deduzida da evolução dos indicadores e confiança dos consumidores, que tendem a estagnar, da morosidade do comércio mundial e dos elevados preços dos combustíveis, e, por outro, a medidas governamentais, como a introdução da taxa aérea na Alemanha, que penalizam o crescimento do sector.
A perspectiva avançada por Tony Tyler, que diz fazer essa leitura da queda que já verifica no tráfego internacional de carga (-0,4% em Julho e apenas +1% nos sete meses desde o início do ano) é de que, neste quadro, vai haver um fim de 2011 “mais fraco”.
As informações são"PressTur".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Priscilla Campos
O crescimento das companhias europeias acima da média tem uma quota parte da “desgraça” dos encerramentos do espaço aéreo europeu em Abril e Maio de 2010, pela nuvem de cinzas vulcânicas, que “inflaciona” os números deste ano, e a superação da média tem uma parcela que vem da penalização que sofreram as africanas e asiáticas, as primeiras pela instabilidade no Norte de África e as segundas pelos acontecimentos de Março no Japão.
Mas quando se olha apenas aos números de Julho, as companhias europeias, segundo a IATA, registam um crescimento do tráfego de passageiros de 9,3%, apenas abaixo dos 10,3% das transportadoras da América Latina e dos 9,7% do Médio Oriente, e muito acima dos 3,9% das norte-americanas e dos 4,9% da Ásia e Pacífico.
O mesmo se passa quanto ao tráfego total, incluindo rotas internacionais e domésticas, em que as companhias europeias registam em Julho a terceira melhor taxa de crescimento, com um aumento de 8,5%, que compara com um aumento médio do sector a nível mundial em 5,9%, com os extremos a serem a América Latina, com +12,1%, e a América do Norte, com apenas +2,8%.
A explicação da IATA é que as companhias europeias, apesar da crise das dívidas soberanas provocar incerteza, têm beneficiado de uma “forte expansão da procura interna que está a tirar partido do enfraquecimento da moeda”.
A evolução do tráfego doméstico em alguns mercados específicos de grande dimensão é outro dos indicadores divulgados pela IATA que ajuda a explicar o melhor desempenho das europeias relativamente à concorrência.
A evolução na América Latina, que se mantém a região “campeã” em crescimento com aumentos de 12,1% em Julho e 14,4% nos sete meses, é influenciado decisivamente pelo mercado doméstico brasileiro, que em Julho cresceu 17,8% e tem um aumento médio de 18,3% no ano.
A evolução na Ásia e Pacífico, por sua vez, é penalizada pelo Japão, que entrou em derrapagem com o impacto do sismo, tsunami e crise nuclear de Março passado. Em Julho o doméstico teve uma queda de 16,7% e a queda média nos sete meses atinge 18,7%.
Em contrapartida, a Índia foi dos grandes mercados mundiais o que mais cresceu em Julho, com +20,6%, e de Janeiro a Julho tem um aumento de 18,2%.
A evolução do conjunto das companhias Ásia e Pacífico, no entanto, é influenciada sobretudo pelo mercado doméstico chinês, que é o segundo maior a nível mundial, depois dos EUA, tendo uma dimensão que equivale a cerca de 20% do total mundial.
A IATA assinala que o crescimento do mercado doméstico chinês “abrandou subitamente em meados de 2010, de uma taxa anual perto de 20% para um ritmo de expansão em torno de 5%.
Em Julho o crescimento foi de 5,1%, ainda assim melhor que a média de crescimento a nível mundial, que foi de 3,5%, e desde o início do ano o aumento médio é de 7,3%, também melhor que os 4% a nível mundial.
Em relação à América do Norte, o mercado decisivo é o dos Estados Unidos, que equivale cerca de metade do mercado mundial de voos domésticos, que em Julho cresceu apenas 2,1% e de Janeiro a Julho tem um aumento de 2,4%.
Desta forma, segundo os dados da IATA, em Julho as companhias aéreas mundiais tiveram um aumento médio do tráfego de passageiros em 5,9%, com crescimentos de 7,3% em voos internacionais e de 3,5% em domésticos.
Em ambos os segmentos esses crescimentos foram por aumento de capacidade, que aumentou 5,4% em média, com +7,2% no internacional e +2,3% no doméstico, e por ganhos de taxa de ocupação, que melhorou 0,6% para uma média de 83,1%, com +0,1% nos voos internacionais, para 83,1%.
Ao analisar os dados de Julho, o novo director-geral e CEO da IATA, Tony Tyler, comentou que apesar de em Julho, mês de “pico” do ciclo anual do tráfego de passageiros, o crescimento “poder ser classificado como mais forte do que esperado”, o sector enfrenta “ventos contrários” quando se perspectiva a evolução até ao fim do ano.
Esta perspectiva deve-se, por um lado, às perspectivas mais sombrias a nível económico, deduzida da evolução dos indicadores e confiança dos consumidores, que tendem a estagnar, da morosidade do comércio mundial e dos elevados preços dos combustíveis, e, por outro, a medidas governamentais, como a introdução da taxa aérea na Alemanha, que penalizam o crescimento do sector.
A perspectiva avançada por Tony Tyler, que diz fazer essa leitura da queda que já verifica no tráfego internacional de carga (-0,4% em Julho e apenas +1% nos sete meses desde o início do ano) é de que, neste quadro, vai haver um fim de 2011 “mais fraco”.
As informações são"PressTur".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Priscilla Campos