A Embraer não espera que a companhia aérea norte-americana Delta Air Lines decida sobre uma possível encomenda de jatos regionais nos próximos 12 meses.
Esse é o prazo mínimo para uma decisão da Delta, segundo informações do vice-presidente de aviação comercial da fabricante brasileira, Paulo César de Souza e Silva, fornecidas pela assessoria de imprensa da Embraer nesta quarta-feira.
Em junho, durante a Paris Air Show --maior feira mundial de aviação--, o executivo da Embraer havia dito à Reuters que esperava um posicionamento da Delta em outubro e que estava otimista com a possibilidade de ser bem-sucedido na disputa pela encomenda.
A Delta anunciou no começo deste ano que tinha iniciado uma concorrência junto a fabricantes de aviões para compra de centenas de aviões, de todos os tamanhos.
Além da Embraer, outras fabricantes lutando pelo contrato incluíam Boeing, Airbus EADS e Bombardier, segundo informações da própria Delta.
Também nesta quarta, o vice-presidente sênior de vendas e marketing da divisão aeroespacial da Bombardier, Chet Fuller, disse à Reuters acreditar que a Delta será disciplinada ao decidir sobre uma grande encomenda de aeronaves, dadas as incertezas sobre a economia dos Estados Unidos.
A Delta deve anunciar em breve uma encomenda apenas de aeronaves maiores. Fontes a par do assunto disseram à Reuters na terça-feira que a empresa aérea deve comprar 100 aviões 737 da Boeing, em um negócio de até 8,6 bilhões de dólares a preços de tabela.
O adiamento da decisão da Delta sobre jatos regionais também pode significar um revés para as expectativas da Embraer de fechar vendas de jatos comerciais na segunda metade de 2011 em ritmo similar ao visto de janeiro a junho, como mencionou o presidente-executivo da fabricante, Frederico Curado, durante teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, no fim de julho.
No primeiro semestre, a fabricante revelou acordos envolvendo 104 aeronaves civis. Das concorrências em curso já conhecidas, a maior ainda aberta é justamente a da Delta.
As informações são"Reuters Brasil".Sempre é citado o link de referência. O conteúdo é de Responsabilidade:Camila Santos