Com o fim dos copilotos, "as companhias aéreas economizariam uma fortuna", disse O'Leary, em entrevista ao jornal britânico "Financial Times", acrescentando que "nos trens só há um maquinista, e se ele sofrer um ataque cardíaco pode haver uma colisão".
"Em 25 anos e após cerca de dez milhões de voos, só um de nossos pilotos sofreu um ataque cardíaco, e mesmo assim conseguiu fazer o avião aterrissar", disse.
O'Leary reconheceu que nos voos internacionais de longa distância os dois pilotos são necessários, mas nos mais curtos, como os da Ryanair (que só voa na Europa e norte da África), os comissários de bordo podem substituir o copiloto, cujo única tarefa, segundo ele, "é assegurar que a pessoa ao comando não está dormindo e se vai bater a cabeça nos controles".
Por outro lado, O'Leary explica na entrevista que não está interessado na compra de nenhuma companhia aérea do mercado, mas pretende adquirir 200 aviões Boeing por um preço total de US$ 15 bilhões.
A Ryanair disse ter comunicado a Boeing e Airbus há alguns meses verão o interesse em comprar de 200 a 300 aparelhos, desde que conseguisse preços e condições ideais, mas acrescentou que por enquanto ainda não está negociando.
| O presidente da Ryanair diz que copilotos são desnecessários |
Fonte:EFE