SDC Aviation e Air Service deixam de voar para São Tomé e Príncipe

As duas principais companhias aéreas gabonesas com balcões em São Tomé e Príncipe deixaram de voar para este país bem como para outros da costa africana, soube a lusa de fonte da aviação civil são-tomense.

Tratam-se da Air Service, cujo balcão em São Tomé funciona através da Mystral Voyages, e a SDC Aviation, do alemão Roumbont Suarbont, proprietário do hotel Homali Lodjy na ilha de São Tomé, e do Ilhéu Bombom, na ilha do Príncipe.

Segundo a mesma fonte, a Air Service encerrou as suas actividades no passado dia 3 de Agosto "devido a vários problemas financeiros, técnicos e sociais".

"Quanto à SDC Aviation, soubemos que ela foi proibida de voar pelo Instituto Nacional de Aviação Civil do Gabão por não reunir requisitos para o efeito", acrescentou a mesma fonte.

A aviação civil gabonesa já comunicou o facto às autoridades são-tomenses que, no entanto, têm permitido à empresa fazer a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe.

O Instituto de Aviação Civil do Gabão não renovou a licença da companhia SDC Aviation, por esta "não ter cumprido algumas exigências de navegação".

Um comunicado emitido pela Instituto de Aviação Civil Nacional do Gabão, a que a Lusa teve acesso, indica que a renovação da licença está pendente "da validação da licença dos pilotos e a homologação dos centros de manutenção das aeronaves".

Uma outra fonte da companhia SDC Aviation, que confirmou o facto, confidenciou à Lusa que a direcção da companhia "submeteu um recurso provisório" e aguarda a decisão das autoridades gabonesas, o que poderá ocorrer no dia 1 de Setembro.

A SDC Aviation ligava São-Tomé/Gabão e outras capitais africanas e iniciou as actividades em 2008.

Quanto à Air Service, esta decidiu encerrar as suas actividades, alegadamente, devido a "problemas técnicos, financeiros e humanos".

No entanto, a imprensa gabonesa dá conta de que a "gestão danosa dos recursos humanos e financeiros", terá originado uma dívida de 800 milhões de francos CFA da companhia à segurança social gabonesa (CNSS) e a anulação dos mercados com certas companhias petrolíferas.

A Air Service foi criada em Julho de 2004 com um capital de 120 milhões de Franco CFA por accionistas gaboneses e outros não nacionais.

Fonte:OJE/Lusa