Avião da Pantanal faz pouso forçado e deixa passageiros em alerta

Após mais de uma hora de atraso, a aeronave da Pantanal que vinha de Presidente Prudente para fazer a primeira linha Marília/Congonhas, às 6h10, apresentou problemas no trem de pouso e teve que seguir para Bauru, onde aterrissou de barriga por volta das 8h.
A bordo do avião apenas quatro tripulantes, que nada sofreram. Contudo, a reincidência do problema deixa usuários preocupados. Há menos de um mês o Diário noticiou o atraso de mais de três horas em um voo, também devido a problemas no trem de pouso.
A companhia não informou se é a mesma aeronave, mas os fatos ocorridos geram reclamações entre passageiros. A gerente comercial Eliana Plaza acredita que a cidade merece um atendimento mais qualificado no setor.
“Dessa vez deu para descer, mas e se da próxima vez o avião estiver cheio de passageiros e não tiverem a mesma sorte?”, diz. “A cidade precisa de aeronaves mais modernas e de melhor atendimento”.
A médica Vera Lúcia Plaza conta que perdeu três cirurgias por conta do atraso. “O atendimento está longe do ideal. A gente só pode lamentar que as coisas caminhem desta maneira em Marília”.
Os passageiros que insistiram em ir no início da manhã para São Paulo acabaram seguindo de ônibus. O voo operado pela empresa às 11h30 também apresentou atraso de mais de uma hora, já que teria conexão com Bauru e a pista só foi desinterditada por volta das 13h.

Pousos em Congonhas terminam dia 23; Marília perde mercado
Não bastasse a qualidade questionável do serviço aeroviário prestado pelas companhias em Marília, a partir do próximo dia 23 os passageiros devem perder a opção de pouso em Congonhas.
Isso porque a Pantanal vai transferir os desembarques e embarques entre Marília e São Paulo para o aeroporto de Guarulhos, colocando em sérias dificuldades o turismo de negócios local.
Com a alteração, fica mais barato o passageiro que vai ao centro de São Paulo seguir até Bauru para embarcar rumo a Congonhas do que partir de Marília e ter que fazer o translado até a capital.
“Só teremos real ideia do prejuízo que isso vai representar à cidade após o dia 23. Tentamos todas as negociações possíveis, mas é um caminho sem volta a curto prazo”, diz o diretor regional do Ciesp, Flávio Peres, que integrou uma comitiva local que tentou articular a manutenção dos pouso e embarques em Congonhas.


Fonte:diario de marilia
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