Um dos mais entusiasmados com a inauguração era o analista de Recursos Humanos e historiador de Santos Dumont, Emanuel Rodrigues. Como contou, há cerca de oito anos lutava para que Sorocaba homenageasse Santos Dumont, que fez seu testamento na cidade. O amor pela história de Santos Dumont começou ainda jovem, influenciado pelo professor que sempre pedia trabalhos escolares em todo 23 de outubro, Dia da Asa. Mas foi com o empresário Marcos Valdir Dias que o sonho começou a virar realidade. Foi ele quem possibilitou a produção da réplica do 14 Bis, uma das únicas do país e apenas 30% menor do que a original. O investimento ele não conta pois diz que foi um “presente” à cidade, “Não existe valor para uma obra dessas”, concluiu.
Festa no céu
Do outro lado da rua, encostado em uma árvore, o estudante John Elvis Santo Martins, 17, registrava fielmente a cena da inauguração em um caderno de desenho. Tímido, o jovem de traço sensível e pouca prosa contou que é no desenho que se expressa.
Enquanto John desenhava silente, autoridades falavam sobre a importância de Alberto Santos Dumont, conhecido como o pai da aviação. Mas o auge do evento ocorreu com as acrobacias aéreas dos sete aviões da Esquadrilha da Fumaça, que riscaram o céu enuviado da tarde de ontem e roubaram a atenção até dos mais desatentos que estavam no local.
Fonte:Maíra Fernandes - Cruzeiro On Line