A low cost RYANAIR de olho no Brasil, via Webjet

Segundo o site de informações econômicas Bloomberg, a Ryanair – considerada como a principal low cost européia, uma das mais ousadas empresas aéreas na linha de promoções e inovações – estaria estudando concretamente a sua vinda também para o Brasil, Isto se daria através de entrada inicial na Webjet, a companhia aérea que pertence ao empresário Guilherme Paulus e não entrou na negociação com o Carlyle Group que adquiriu mais de 63% do controle acionário da CVC operadora.

Embora a empresa irlandesa não se pronuncie a respeito, a assessoria de Paulus confirma que uma proposta foi realmente encaminhada mas, para um primeiro entendimento. O assunto poderia ser retomado em março, quando (espera-se), houver a mudança na legislação que vai permitir um ingresso de maior capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras, assunto em tramitação no Congresso.

A intenção manifestada em várias oportunidades pelo empresário seria a de fortalecer a empresa neste ano, consolidando a sua ampliação de frota e participação crescente de um mercado onde a companhia marcou excelente presença durante o ano passado. A simplificação de nome – passando simplesmente a Web – com ainda uma aposta maior em tecnologia já pode ser um indício de projeção para novos negócios.

A Ryanair é apontada como um modelo totalmente diferenciado, por todo o investimento tecnológico que realiza e que gerou uma modificação no panorama da aviação comercial na Europa. Além das ousadas idéias lançadas publicada pelo seu presidente, como a de cobrar pelo uso de banheiro a bordo.

Será, sem dúvida, mais um assunto a ser colocado durante o Workshop CVC nesta quarta e quinta, em São Paulo. Obviamente, Paulus vai se abster de confirmações, mantendo a mesma linha de negócios que adotou na recente venda da operadora.

A Ryanair, hà dois anos, nem de longe cogitava da possibilidade de ingresso no mercado brasileiro. Uma única admissão em relação ao mercado latino-americano era para o México. Em 2009, a companhia teve a preferência de mais 7 milhões de passageiros que optaram pelas tarifas econômicas e promoções. Com um total de 65 milhões, houve um aumento de 13% no volume de passageiros transportados durante o ano, comparado com o tráfego de 2008.



FONTE:Brasilturis Jornal