No dia seguinte, autoridades brasileiras iniciaram a procura pela aeronave e possíveis sobreviventes. O primeiro corpo foi localizado em 6 de junho. As buscas – que duraram 26 dias e mobilizaram 12 aviões, 11 embarcações e mais de 1.500 militares da Marinha e da Aeronáutica – resultaram no resgate de 50 corpos e 600 destroços do Airbus. Força-tarefa constituída pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e Polícia Federal ficou responsável pela identificação das vítimas, realizada no Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. Um posto avançado foi montado em Noronha, onde os corpos passavam por triagem. Entre os 216 passageiros e 12 tripulantes, havia 59 brasileiros e 72 franceses. As vítimas eram de 33 nacionalidades, o que dificultou o trabalho de identificação.
As caixas-pretas do avião não foram encontradas. A busca com navios e aviões foi concluída em 10 de julho. A segunda etapa, com equipamentos submarinos, encerrou-se em 20 de agosto. Uma terceira fase deve começar em fevereiro de 2010. O Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil da França (BEA) ainda não elaborou relatório final sobre as causas do acidente, mas a principal suspeita é falha nos sensores de velocidade. Documento preliminar informou que o avião caiu inteiro no mar.
FONTE:JC OnLine