Segundo a rede americana CNN, o suposto terrorista não aparece em nenhuma lista de pessoas com restrições para voar, apesar de seu nome fazer parte de um banco de dados americano sobre pessoas com “conexões suspeitas”. Abdulmutallab partiu da Nigéria com destino a Amsterdã, na Holanda, de onde pegou uma conexão para Detroit. Segundo o governo holandês, o passageiro tinha um visto válido para os Estados Unidos.
Explosão
Testemunhas disseram à CNN que, na hora do incidente, ouviram uma explosão “similar ao estouro de um balão de gás”. Em seguida, um objeto começou a se incendiar junto à perna de Abdulmutallab. Naquele instante, passageiros saltaram em direção ao nigeriano, a fim de imobilizá-lo, enquanto a tripulação buscava extintores de incêndio. Durante toda a ação, o suspeito não reagiu e aparentou estar calmo.
As investigações dizem que Abdulmutallab agiu só e não teria vínculo com grupos terroristas. Segundo a CNN, os restos do artefato que ele carregava continham tetranitrato de pentaeritritol (PETN), um “potente explosivo”.
A Nigéria afirmou que vai colaborar com os EUA e ordenou que as agências de segurança do país investiguem o incidente. O suposto terrorista sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus nas pernas. Todos os 278 passageiros desembarcaram com segurança, e dois deles sofreram ferimentos leves.
Segundo agências de notícias internacionais, Abdul Farouk Abdulutallab é filho do banqueiro nigeriano Alhaji Umaru Mutallab, que está cooperando com oficiais americanos em seu país. O banqueiro disse à agência de notícias AFP que seu filho estudou em Londres, onde teria se graduado em engenharia mecânica pela University College of London. Policiais britânicos fizeram buscas neste sábado em endereços na capital britânica. Uma fonte da família disse que recebeu notícias de Abdulmutallab pela última vez há dois meses. Numa mensagem de texto, ele dizia estar indo para o Iêmen, onde, segundo informações, teria adquirido o explosivo.
A Coordenação Nacional para Contraterrorismo da Holanda disse que autoridades americanas pediram às companhias aéreas em todo o mundo que tomassem medidas adicionais de segurança para os voos aos EUA. A segurança no Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, foi elevada. Na Grã-Bretanha, a operadora de aeroportos BBA afirmou que o Departamento de Transporte divulgou uma nota a todos os operadores britânicos para que também elevassem a segurança.
“Os passageiros que viajam aos Estados Unidos devem esperar que seu voo tenha controles de segurança adicionais antes do embarque”, informou a britânica BAA em comunicado.
Anac
No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou ao JB que, até este sábado, não havia recebido orientação sobre modificações no sistema de segurança dos aeroportos no país. A agência disse que obedece a normas internacionais e que a última modificação significativa ocorreu logo depois dos atentados do 11 de Setembro.
FONTE:JB Online