Mais um desastre aéreo marcou o ano de 2009 e a história da aviação brasileira e francesa. Em 31 de maio, uma aeronave Airbus A330 da Air France, que fazia a rota Rio de Janeiro - Paris, caiu no Oceano Atlântico. O voo 447 transportava 228 passageiros e tripulantes de 32 nacionalidades distintas, sendo 58 brasileiros. A tragédia foi a pior da companhia áerea da França e a primeira na rota entre as duas cidades.
A hipótese mais provável para o acidente foi um defeito nos sensores de velocidade da aeronave, o que fez a Air France substituir esses equipamentos de todos os seus aviões da marca. Segundo o Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), órgão responsável pelas investigações da tragédia, o Airbus atingiu o mar inteiro e em forte aceleração vertical, não havendo explosão ou incêndio antes da queda. As conclusões foram tiradas com base nos destroços recolhidos do alto-mar.
Mesmo assim, detalhes mais precisos sobre as causas do acidente só serão possíveis com a localização da caixa-preta. Nas buscas iniciais, feitas até 26 de junho, ela não foi localizada. No entanto, o diretor da BEA, Jean-Paul Troadec, anunciou que pretende retomar a procura no Atlântico em fevereiro. A operação deve durar mais três meses e o custo pode chegar a R$ 50 milhões.
As buscas por destroços e corpos de vítimas ficaram concentradas em uma área a cerca de 900 Km de Fernando de Noronha. A maior operação realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB) durou 26 dias, retirando 51 corpos e 600 partes da aeronave.
Desastres - Em fevereiro, houve outra tragédia nos ares. Um avião Bandeirante da Manaus Aero Táxi fazendo a rota Coari (AM) - Manaus caiu no rio Manacaparu matando 24 pessoas, sendo 18 da mesma família que viajavam para comemorar o aniversário de um parente. Somente quatro pessoas sobreviveram. Uma das causas prováveis para o acidente foi a superlotação.
Em outubro, o aviãoC-98 Caravan da FAB caiu quando realizava voo entre as cidades de Cruzeiro do Sul (AC) e Tabatinga (AM). Dos 11 tripulantes, houve nove sobreviventes, que aguardaram 24 horas na selva a equipe de resgate.
FONTE:diario de pernambuco