Priscilla McInnes Queiroz Campos

Manteiga Aviação muda lata pela 1ª vez após mais de 90 anos

Depois de mais de 90 anos sendo comercializada no mesmo modelo de lata, a Manteiga Aviação ganha uma nova embalagem. A cor alaranjada e o logotipo com a imagem de um avião Junker continuam os mesmos. A principal diferença é que agora a lata vem com um sistema abre-fácil que dispensa o uso de abridor.

Segundo a empresa, a nova embalagem começou a ser distribuída nos pontos de venda no final de janeiro e já pode ser encontrada em todo o país.

A Aviação informou que para o lançamento da nova embalagem foram dois anos de estudos, pesquisas e um investimento de R$ 500 mil.



“É a primeira mudança que fazemos em 92 anos”, diz Roberto Rezende, diretor comercial da Aviação e bisneto do fundador. Ele conta que até então a única mudança feita pela empresa na embalagem foi uma alteração na década de 40 no modelo do aeroplano estampado na lata.

“A manteiga continua a mesma, mas a empresa tem de evoluir. A nova embalagem tem um diâmetro um pouco maior, é feito de folha única de aço, dispensa abridor e vira uma manteigueira”, explica Rezende, que representa a quarta geração da família a ocupar a direção da empresa.
A lata continuará sendo distribuída com tampa, não necessitando de refrigeração. O que muda agora é o lacre da lata em folha de alumínio, semelhante ao das latas de outros produtos comercializados no mercado como atum e molho de tomate.
A história da manteiga de cor amarelada e consistência pastosa começa em 1920, em São Paulo, por obra de Antonio Gonçalves, Oscar Salles e seu pai Augusto Salles. Nascidos em Minas Gerais, fundaram em São Paulo a Gonçalves Salles. Anos depois, os empresários compram uma indústria de laticínios na cidade de Passos (MG).
Atualmente, a empresa encontra-se instalada em São Sebastião do Paraíso (MG) e fabrica, além de manteiga, queijos, requeijão e doce de leite. A administração da Aviação permanece familiar.
Tabletes e embalagem plástica superam latas
Com o lançamento da nova embalagem, a empresa busca também elevar as vendas da manteiga em lata, que perdeu espaço nas últimas décadas para o tablete e a embalagem plástica.

Quando foi lançada nos anos 20, o modelo em lata foi desenvolvido para atender as condições de transporte e armazenamento da época, que exigiam uma embalagem mais robusta e com alta capacidade de conservação, pois geladeira era artigo raro no país.

“Hoje, nossa maior venda é em pote plástico. Depois vem o tablete e a lata fica só em terceiro lugar. Nossa projeção agora é que até o final do ano a lata já ocupe o segundo lugar”, diz Rezende.

A empresa também anunciou que não serão mais comercializadas latas na versão 500 gramas, apenas no formato 200 gramas.


As informações são"G1".Sempre é citado o link de referência.

Priscilla McInnes Queiroz Campos

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