A Passaredo conseguiu nesta sexta-feira a aprovação de 88% dos seus credores para o seu plano de recuperação judicial. A companhia renegociou o pagamento de uma dívida estimada em R$ 150 milhões em 15 anos. Com isso, a empresa ganha fôlego financeiro para sustentar e expandir sua operação.
Segundo o consultor Angelo Guerra, sócio da Exame Auditores Independentes e responsável pelo plano de reestruturação da empresa, a companhia continuará sob regime de recuperação judicial por 24 meses. Após esse prazo, o processo poderá ser arquivado.
Desde que a lei que criou a reestruturação foi criada, em 2005, três companhias aéreas entraram com pedidos na Justiça - Varig, Pantanal e Variglog. Nenhuma delas, no entanto, continuou a voar. A Varig foi vendida à Gol e a Pantanal à TAM. A Variglog foi à falência.
Reestruturação. A aposta da Passare do para se tornar lucrativa passa pela mudança e ampliação da frota, um processo iniciado no ano passado, antes mesmo do pedido de recuperação. A empresa trocou os jatos Embraer 145, de 50 lugares, por veículos turboélices da ATR, de 70 assentos. "Os ATRs são mais econômicos e levam mais passageiros. Assim, a operação é viável", diz Guerra.
Com a dívida equacionada, a empresa pretende ampliar a sua frota atual, de seis aeronaves, para oito aviões até o fim do ano.
Além da mudança da frota, Guerra espera que medidas do governo de estímulo à aviação regional acelerem a recuperação da empresa. O governo já anunciou subsídios à rotas regionais e a reforma de aeroportos no interior, mas ainda não há prazos definidos para a execução desses projetos.
As informações são"Estadao".Sempre é citado o link de referência.
