Priscilla McInnes Queiroz Campos

Cade aprova fusão de Azul e Trip; companhia espera Anac


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira a fusão da Azul com a Trip Linhas Aéreas, com condições, abrindo caminho para que a empresa receba a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para unificar as áreas técnicas e de operações.
Para aprovar a união, o Cade exigiu que a Trip elimine gradualmente até o fim de 2014 o acordo de compartilhamento de voos (code share) que tem com a concorrente TAM.
Também foi determinado que a Azul-Trip opere com eficiência mínima de 85 por cento nos slots (horários de pouso e decolagem) no aeroporto de Santos Dumont (RJ).
Para o diretor de comunicação e marca da Azul, Gianfranco Beting, a decisão foi como um "gol em copa do mundo" e as condições impostas pela autarquia já eram esperadas.
"(Não temos) Nenhuma crítica, foi dentro do esperado. A gente acha que realmente para operar em aeroporto central você tem que cumprir com tudo o que é esperado", disse à Reuters.
Segundo ele, atualmente o índice de eficiência no aeroporto de Santos Dumont está acima de 85 por cento.
O relator do caso no Cade, conselheiro Ricardo Ruiz, salientou que a união entre as duas companhias aéreas tem como resultado "uma empresa com mais capacidade de questionar as líderes", ou seja, Gol e TAM.
Beting, da Azul, ressaltou a aprovação pelo Cade abre caminho para receber também o aval da Anac. "Vai ter uma série de averiguações, visita a hangares, aeroportos e instalações da companhia, para dar o carimbo de aprovação. Com isso a gente pode efetivar a união", explicou. 
O executivo ressaltou que a após a autorização da Anac, as marcas serão unificadas na Azul. "É um processo longo. Se imaginar que temos que pintar pelo menos 60 aviões da Trip, nós estimamos algo em torno de um ano, um ano e meio pra fazer esse trabalho, após aprovação da Anac".
Sobre o quadro de funcionários das duas empresa, Beting afirmou que não serão feitas demissões.
Em nota enviada à imprensa, o fundador e presidente executivo da Azul, David Neeleman, afirmou que os ganhos de sinergia trarão benefícios aos clientes e tripulantes.
"Estamos trabalhando para tornar nossa malha aérea ainda mais robusta e abrangente, incrementando novos voos, rotas e frequências em todas as capitais e regiões do país", disse.
A união foi anunciada em maio do ano passado, criando a terceira grande empresa de transporte aéreo no Brasil. Na ocasião, as companhias informaram que o acordo não envolvia desembolso de dinheiro.
Os atuais sócios da Azul terão 66 por cento da holding e o restante ficará com os acionistas da Trip.
Segundo o dado mais recente da Anac, as duas empresas juntas tinham participação de 16,4 por cento no mercado doméstico em janeiro deste ano. A participação da Gol era de 34,3 por cento, enquanto a TAM detinha 42,5 por cento.



As informações são"Reuters Por Leonardo Goy e Roberta Vilas Boas".Sempre é citado o link de referência.

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