Priscilla McInnes Queiroz Campos

Azul e Avianca, ao contrário das líderes, devem contratar mais


O cenário do emprego no setor aéreo não é igual para todas as empresas brasileiras. Enquanto Gol e TAM falam em redução de oferta e demissões neste ano ou no próximo, a Azul e a Avianca ampliaram sua frota e admitiram profissionais em 2012.
"Contratamos 150 pilotos neste ano e vamos admitir mais 168 ano que vem", disse o diretor de recursos humanos da Azul, Johannes Castellano. A empresa precisará de profissionais para expandir sua frota - cada aeronave requer 7 comandantes, 7 copilotos e 21 comissários. "Só nos próximos 30 dias vamos receber seis aviões", disse.
Castellano disse que a fusão com a companhia aérea Trip, anunciada em maio, não trará demissões na tripulação -ajustes já foram feitos na diretoria. "É uma fusão desenhada para somar receitas e não para reduzir custos. A Azul contratou 1.150 pessoas após anunciar a fusão", disse.
A Avianca Brasil também abriu vagas neste ano e ampliou em 20% o número de pilotos da companhia. "Trouxemos nove aeronaves para nossa frota nesse ano e contratamos mais", disse o presidente da Avianca, José Efromovich.
No ano que vem, a empresa vai reduzir seu ritmo de expansão e iniciar, um ano antes do previsto, a devolução de 9 de suas 14 aeronaves Fokker. Efromovich afirma que demissões não estão no radar da empresa em 2013, mas as contratações devem diminuir. "Vamos empatar", conclui.
Exportação. Apesar de 2012 ter registrado baixas no setor aéreo brasileiro, as contratações seguem fortes em empresas da Ásia e do Oriente Médio. A estimativa do sindicato do setor é que existam cerca de 500 pilotos brasileiros voando no exterior. Só na Emirates, com sede em Dubai, há 90 contratados.
A perspectiva do setor aéreo é geração de empregos no longo prazo. Uma pesquisa deste ano da Boeing estima que as companhias aéreas contratarão 460 mil pilotos no mundo todo nos próximos 20 anos - 42 mil só na América Latina.
"O risco de falta de pilotos não está superado no longo prazo. O País precisa investir em formação", disse o presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. Neste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu 6.153 licenças para pilotos nas seis categorias existentes. O piloto de linha aérea respondeu por 301 licenças.

As informações são"O Estado de S.Paulo por Marina Gazzoni".Sempre é citado o link de referência. 

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